Daniel e Wilder ainda são ‘invisíveis’ por uma boa parcela da população

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 1 de agosto de 2026 às 11:22
Daniel e Wilder ainda são ‘invisíveis’ por uma boa parcela da população
Ilustração: Takeshi Gondo

Um problema que nenhum governador tinha enfrentado até o momento é o de ser pouco conhecido pelo eleitor

 

Goiás já teve governadores com variados desatinos administrativos, jurídicos e até quem sumiu da vida pública depois de deixar o cargo. Mas um problema que nenhum tinha enfrentado até o momento é o de ser pouco conhecido pelo eleitor. Essa é a realidade do governador Daniel Vilela (MDB), pré-candidato à reeleição, apontado pelas pesquisas como líder da disputa. O problema é que, uma boa parcela do eleitorado desconhece o emedebista como postulante ao cargo. Isto é o que mostra a Genial/Quaest (protocolo GO-01701/2026), divulgada na última quinta-feira (30/7), em que 30% dos eleitores consultados afirmaram não conhecer o governador.

É uma situação incômoda. Afinal, à frente do governo há quatro meses, com agenda cheia, viagens pelo Estado e aparições no programa social mais importante do governo, o Goiás Social, e exposição quase diária na mídia, esperava-se um índice de conhecimento mais generoso. Lideranças da base governista, no entanto, minimizam a situação e apostam que a exposição no horário eleitoral pode reverter esse descompasso. Para isso, apostam numa aliança com 12 partidos na coligação que apoia Daniel e quase cinco minutos no palanque eletrônico. Tempo superior aos seus concorrentes, que vão dividir praticamente a metade do bloco de 10 minutos entre eles.

Mas Daniel não está sozinho no bloco “quem é ele mesmo?”. Acrescenta-se Wilder Morais com o mesmo problema. O senador é desconhecido por 62% dos entrevistados, que disseram nunca ter ouvido falar do parlamentar. Para sair do anonimato, Wilder aposta no rótulo de “candidato do Bolsonaro”, estratégia que tem fundamento. Pesquisas internas mostram que, apresentado assim ao eleitor, o senador ‘pula’ tranquilamente para 30% dos votos. Não é alquimia, é militância orgânica. O bolsonarismo tem, seguramente, 20% dos votos mais a média de 10% de Wilder chega a 30%.
Não custa lembrar que a vice de Wilder, a empresária Ana Paula Rezende, tem surpreendido os adversários ao mostrar que faz jus ao sobrenome e legado do pai Iris Rezende. Enquanto Daniel confia na propaganda de rádio e TV para se tornar conhecido, Wilder aposta no capital eleitoral de seus apoiadores. Caminhos diferentes, o mesmo destino: sair da invisibilidade até o dia 4 de outubro.

Jorginho Argello na vice de Arruda?
O PSD-DF, comandada pelo empresário Paulo Octávio, faz sua convenção neste sábado (1º) em conjunto com o Avante, liderado pelo ex-senador Gim Argello. José Roberto Arruda será aclamado candidato a governador pela legenda e, tudo indica, que o empresário Jorge Argello (Avante) pode ser indicado vice de Arruda. Para a vaga ao Senado, Arruda gostaria que Paulo Octávio aceitasse o convite, mas essa decisão ainda não foi confirmada.

Última esperança
Sem Tereza Cristina (PP) na vice, Flávio Bolsonaro (PL) agora tem no Republicanos a última esperança para sair do isolamento, mas o partido, ligado à Universal, resiste. O Digimais, banco da igreja, acumula um rombo de R$ 6 bi e reza por um socorro de Lula (PT), enquanto a TV Record, braço de comunicação da instituição, negocia com o governo mais publicidade oficial.

Flávio insiste
Mesmo com a resistência do Republicanos, Flávio Bolsonaro (PL) não desistiu do apoio do partido. Neste sábado (1º), o presidenciável estará na convenção que vai oficializar Tarcísio de Freitas (Republicanos) como candidato à reeleição ao Governo de São Paulo, na aposta de mais uma rodada de conversas com o presidente da legenda, Marcos Pereira (SP).

Bom para Caiado
A indicação de Aldo Rebelo como coordenador da campanha para presidente da República de Ronaldo Caiado (PSD) representa uma grande tacada de Gilberto Kassab. Aldo é uma das mais respeitadas lideranças políticas do País, com trânsito entre o segmento do agronegócio e a indústria de transformação.

MDB pacificado – Depois de idas e vindas, finalmente o MDB do DF acertou o passo ao lado de Celina Leão (PP). A vaga de senador que era destinada a Ibaneis Rocha foi trocada pelo pragmatismo de resultado: eleger pelo menos dois deputados, tendo Rafael Prudente como líder.

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