Daniel escapou de ser Zé Eliton, desafio agora é não virar Cidinho
A imensa aprovação de Ronaldo Caiado (PSD) evitou que Daniel Vilela (MDB) se transformasse num José Eliton, vítima de Marconi Perillo (PSDB) no fim de feira que foi 2018. Agora, o novo desafio de Daniel é escapar de parecer outra vítima de Marconi, Alcides Rodrigues. A diferença entre Cidinho e Zé Eliton é que ao 1º Marconi deu 4 anos e 9 meses de mandato, ao 2º foram 9 meses de tormento. Tem como o atual governador se livrar. Inclusive, com um exemplo de família.
Em 1990, Maguito Vilela era um deputado federal de difícil reeleição, mas sem causar encrenca ao PMDB e não aderiu ao governador Henrique Santillo, desafeto de Iris. Mandato discreto, igual ao filho ¼ de século depois. Por isso, Iris o escolheu para vice. Mais 4 anos sem dar trabalho e Iris o escolheu sucessor. Igual à relação Daniel-Ronaldo Caiado. Iris achou que Maguito não daria conta de governar e que ele voltaria como salvador do Estado. Só não contava que Maguito criaria a cesta básica para pobres e teria mais de 80% de aprovação. Quando Iris tentou voltar, não deu mais.
Para a história se repetir, falta a cesta para Daniel, que está num governo com 30 programas sociais. A novidade pode ser tecnologia, mas sem erros graves. Um já cometeu. E dos grandes: pagou quase R$ 300 milhões do meio bilhão que se comprometeu com uma empresa ligada a Daniel Vorcaro e vai derrubar o Hugo do Setor Pedro Ludovico. Precisa de dinheiro em caixa para caso de crise em que falte até o da folha. E o que tem é somente um caixa raspado. Eliton e Cidinho ao menos saíram incólumes. (Especial para O HOJE)
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