terça-feira, 31 de março de 2026

Daniel governador não altera estratégias de Marconi e Wilder

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 31 de março de 2026
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Ilustração: Takeshi Gondo

O dia a dia da política goiana tem sido resumido pelos pré-candidatos em organizar reuniões com lideranças partidárias e prospectar nomes competitivos para as nominatas de deputados estaduais e federais. No entanto, o mais demandado, com agenda cheia, é Daniel Vilela (MDB), que passa a comandar o Governo de Goiás no lugar de Ronaldo Caiado (PSD) a partir desta terça-feira (31). Até aí, nada de surpreendente, pois esse arranjo foi combinado no início do segundo mandato de Caiado. Mas agora Daniel terá que se desdobrar entre administrar o Estado e fazer campanha.

Embora Daniel conte com uma poderosa máquina partidária e uma mega estrutura, não assusta o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), segundo colocado nas pesquisas. A coluna apurou que ele só conta com o voluntarismo de velhos e novos militantes. “A máquina do governo não nos assusta e nem vai alterar o cronograma de visitas, reuniões e conversas com lideranças no Estado”, diz o ex-prefeito de Sanclerlândia e pré-candidato a deputado federal, Itamar Leão. O mesmo repete a assessoria de Marconi, que vê a pré-campanha sem alterações. Na equipe, a ideia é centrar críticas ao legado de Caiado sem poupar Daniel. A ideia é alternar críticas à gestão e apontar novas propostas para acelerar o desenvolvimento do Estado, resumem aliados.

Numa linha mais amena, sem criticar ou fazer juízo de valor sobre o governo, o pré-candidato do PL, senador Wilder Morais, tem como estratégia, propor mais investimentos em infraestrutura e geração de empregos. Assim como Marconi, ainda não montou uma estrutura de pré-campanha e limita seu movimento com reuniões e visitas aos setores organizados da sociedade. Ele mantém agenda no Senado, onde recebe lideranças de várias regiões do Estado. O maior desafio de Wilder tem sido o de enfrentar o “fogo amigo(?)” perpetrado pelo deputado federal Gustavo Gayer, que busca viabilizar seu caminho rumo ao Senado. Bem ao seu estilo de monge beneditino, nunca menciona esse percalço publicamente.

Liminha e Walter Vosgrau trocam PSD pelo PSDB
Joaquim Jacinto de Lima, conhecido como Liminha, decidiu seguir o vice-prefeito de Anápolis, Walter Vosgrau. Sinal de que o grupo do prefeito Márcio Corrêa (por enquanto meio PL meio MDB) começa a descartar os aliados que fecharam fileiras durante a campanha. Como em política não existem espaços vazios, Liminha e o Dr. Walter encontraram abrigo no tucanato de Marconi Perillo.

Espaço fechado
O vice-prefeito de Anápolis, Walter Vosgrau, era aliado do senador Vanderlan Cardoso, mas, ao perder o comando do partido para Ronaldo Caiado, Vosgrau se viu órfão politicamente em Anápolis. Como o grupo do prefeito Márcio Corrêa está “fechado” com o deputado Amilton Filho (MDB), Walter sabia que não teria espaço na base.

Elogio de Valdemar
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, avaliou Ronaldo Caiado (PSD) como um nome com “muito prestígio e aprovação” e disse que espera o apoio dele a Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno: “Tenho certeza que o Caiado, que é de direita, vai nos acompanhar”.

Bom para ministro
Valdemar Costa Neto (PL) também sinalizou que Ronaldo Caiado (PSD) pode ocupar um ministério: “Não tenho dúvida de que o Flávio, presidente da República, vai convidar todos esses governadores que tiveram sucesso para fazer parte do governo”. Caiado pode ocupar o Ministério da Segurança Pública por seu excelente trabalho na área, o Ministério da Saúde por ser médico ou o Ministério da Agricultura e Pecuária por ser produtor rural.

Desafio na Bahia
O primeiro desafio de Ronaldo Caiado (PSD) como pré-candidato à presidência aparece na Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste. No mesmo dia em que lançou seu nome ao Planalto, o governador perdeu o apoio de ACM Neto, antigo aliado, que fechou aliança com o PL e deve apoiar Flávio Bolsonaro.

Izalci, a incógnita – Com Celina Leão no comando do Governo do DF e favorita para permanecer no cargo a partir de 2027, a pergunta que se faz no PL é: o que fazer com o senador Izalci Lucas? Michelle fechada com Celina, Bia Kicis também, mas o PL vai largar Izalci na chuva?

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