quarta-feira, 17 de junho de 2026

Daniel, Marconi e Wilder: propostas diferentes para o mesmo eleitor

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 17 de junho de 2026
Daniel, Marconi e Wilder: propostas diferentes para o mesmo eleitor
Ilustração: Takeshi Gondo

Dos mais de 5 milhões de eleitores de Goiás aptos a votar, a maioria é de direita e conservador[

 

Dos mais de 5 milhões de eleitores de Goiás aptos a votar em 4 de outubro, no primeiro turno, a maioria é de direita e conservador. Por esse perfil ideológico, pode-se afirmar que os três principais pré-candidatos em disputa para governar o Estado a partir de 2027, Daniel Vilela (MDB), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL), disputam o mesmo eleitor. O que os difere são as propostas de cada um. No entanto, o interessado em ouvi-las, ou seja, o cidadão-eleitor, é o mesmo. O desafio dos três é convencer a maioria da população que um deles merece a maioria dos votos, afinal, as propostas podem ser diferentes, mas o eleitor é o mesmo.

Marconi busca resgatar nos corações e mentes o passado de realizações que modernizaram o Estado durante seus mandatos. Daniel Vilela sinaliza continuidade à gestão de Ronaldo Caiado que, diga-se, foi mais institucional que obreira. Daniel diz que vai avançar com novos investimentos. Por ser empresário e não político de carreira, Wilder Morais foca em infraestrutura, principalmente estradas, geração de empregos e na qualidade de vida. Sob a perspectiva do eleitor, todos têm boas propostas, mas a questão ainda é a falta de recursos.

O desafio é saber em qual deles o eleitor vai eleger, isto porque, de acordo com a maioria das pesquisas, os três estão mais ou menos próximos e não dá para dizer que existe uma polarização entre um ou outro. Marqueteiros e formadores de opinião apontam que Daniel, Wilder e Marconi podem diminuir as diferenças até as convenções em agosto. Outra vertente de opiniões aponta que, no segundo turno, Daniel terá que enfrentar dois adversários. E explicam: se for Marconi e Daniel, parte do eleitorado de Wider apoia Marconi. E se for Wilder e Daniel, o mesmo ocorre com os tucanos em apoio ao senador.

Foco na proteção social
O governador Daniel Vilela (MDB) segue com um olho na gestão do Estado e outro nos adversários, afinal, não se ganha eleição só com o peso do cargo no Executivo. A disputa eleitoral, mesmo na fase de tratativas, precisa de atenção redobrada. Por isso, Daniel se divide entre a agenda oficial e a de pré-candidato, ora em entrega de casas a custo zero, noutras no Goiás Social, programa de prestação de serviços e inclusão social. Rende votos.

Semana cheia…
No mesmo ritmo das semanas anteriores, o pré-candidato a governador do PSDB, Marconi Perillo, segue em busca de sua meta de percorrer os 246 municípios goianos até o final da campanha. Nesta semana, visitou mais de 20 cidades, inclusive a terra de Daniel Vilela (MDB), Jataí.

… de Wilder também
Outro pré-candidato ao Governo de Goiás, Wilder Morais, também coloca o pé na estrada nesta quarta-feira (17) e visita sete cidades ao longo da Estrada de Ferro. Começa às 9h em Pires do Rio e termina em Bonfinópolis às 18h. O restante da semana se divide em conversas com apoiadores e lideranças vindas do interior.

Pai do Bolsa?
O próprio Bolsa Família é, na essência, uma criação de FHC. Nasceu da fusão do Bolsa Escola, do Bolsa Alimentação e do Auxílio-Gás. Lula (PT) simplesmente unificou, batizou de novo e ficou com o crédito. A narrativa da esquerda nas universidades e na mídia fez o resto: usurpou o programa e enterrou a origem. E nenhum tucano, até hoje, teve coragem ou competência para desfazer essa mentira.

Além da ideologia
O sucesso do Bolsa Família é inegável até na direita. No Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja em São Paulo, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou o programa como um “direito adquirido” e saiu em defesa dos beneficiários contra o preconceito. Ronaldo Caiado (PSD), por sua vez, foi além: durante sua gestão à frente de Goiás, criou o Mães de Goiás, inspirado diretamente no programa federal.

Xeque-mate – Diretórios estaduais do Novo articulam a retirada da pré-candidatura a presidente de Romeu Zema após o ex-governador voltar a atacar Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O diretório de Santa Catarina já foi além: desconvidou Zema do Encontro Estadual do partido.

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