sexta-feira, 3 de abril de 2026

Daniel monta núcleo político e da gestão alinhado ao seu perfil

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 3 de abril de 2026
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Ilustração: Takeshi Gondo

A disputa eleitoral para governador de Goiás, com três nomes competitivos na corrida em busca de votos, passa por múltiplas camadas de alianças nos municípios. Assim que Daniel Vilela (MDB) concluir neste sábado (4) a nominata de candidatos a deputado estadual, federal e senador de sua ampla base de apoios, uma de suas primeiras ações deve ser uma reunião geral com os auxiliares. É de se imaginar que desse encontro saiam as diretrizes que vão nortear a gestão. A constatação é óbvia ao observar a escolha do núcleo político e administrativo, afinado com o perfil de Daniel.

Ao remanejar Gean Carvalho da Secom para o lugar de Adriano Rocha Lima na Secretaria-Geral de Governo, a leitura é que ele será o maestro da gestão e o termômetro que mede a percepção do eleitor sobre o candidato Daniel e seus adversários. Além da afinidade com o governador, Gean tem visão estratégica eleitoral e conhece a maioria das lideranças políticas de Goiás, não só da base governista, mas sobretudo da oposição. Como pesquisador, pode medir corações e mentes dos que militam na esfera pública.

Na comunicação, efetiva o jornalista Bruno Rocha Lima, que exercia a função de subsecretário da Secom. Ele é um craque em lidar com as demandas dos empresários midiáticos e os interesses da gestão governamental. Quanto ao núcleo mais próximo do gabinete do governador, aos poucos vão sendo acrescidos nomes. “O mais importante é a continuidade do dia a dia da gestão e a implantação de novos projetos, principalmente na área de inovação tecnológica”, conta uma fonte do MDB.

Pedro Chaves deve migrar para o PSD
Um dos principais auxiliares na seara política que orbita Daniel Vilela, o suplente de senador Pedro Chaves deve deixar o MDB e migrar para o PSD de Ronaldo Caiado. A ideia está sendo costurada para que ele entre na chapa de Vanderlan Cardoso na primeira suplência. Isto significa que ele vai ser um dos auxiliares mais próximos de Daniel e um dos conselheiros políticos influentes.

Wilder otimista…
Sem muito alarde, o presidente do PL em Goiás e pré-candidato a governador, Wilder Morais, disse à coluna: “Nossa nominata de deputados estaduais e federais está completa e vamos surpreender muita gente, tanto pela qualidade dos candidatos quanto pela densidade eleitoral”. Pelas contas do senador, a meta é eleger no mínimo seis deputados estaduais e quatro federais.

… Marconi também
Todos os líderes políticos estão concentrados na montagem de chapas para seus respectivos partidos. O pré-candidato a governador de Goiás pelo PSDB, Marconi Perillo, diz acreditar que o time que vai disputar vaga na Alego e para a Câmara Federal tem bons nomes, alguns deles “puxadores de votos”. Marconi disse que está muito feliz com essa montagem de chapa e “todos motivados na busca por uma nova perspectiva desenvolvimentista para Goiás”.

Deu ruim no DC
Um grupo formado por ex-prefeitos e ex-deputados, como Simeyzon Silveira e Sergio Bravo, além de Gil Tavares e Zé Diniz, está em busca de um partido. Após uma crise no Democracia Cristã, abriram conversas com Mobiliza e Democrata 35. O prazo é curto.

Denes ou Calil
Depois de ser abandonado na chapada por Bruno Peixoto (União Brasil), o deputado Lucas Calil (PRD) assumiu a montagem da nominata na federação PRD-Solidariedade. A disputa interna pela única vaga considerada viável à Câmara dos Deputados deve se concentrar entre ele e Denes Pereira (SD). Quem sair vitorioso, além do mandato, tende a assumir o comando da federação em Goiás.

Não surpreendeu
A confirmação de Ronaldo Caiado como pré-candidato a presidente da República fez duas vítimas no PSD. O senador Rodrigo Pacheco, que foi para o PSB para disputar o Governo de Minas Gerais, e a senadora Eliziane Gama, que disputará a reeleição no Maranhão pelo PT. Ambos optaram por permanecer ao lado de Lula (PT). Não surpreendeu ninguém, pois esses personagens “são Lula desde criancinhas”.

Sozinhos na chuva – Nem todos os nanicos conseguiram montar nominatas competitivas como o Democracia Cristã. Mobiliza, Agir e Democrata 35, segundo apurou a coluna, esses partidos terão dificuldades para eleger deputado estadual. Estão sozinhos na chuva.

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