quarta-feira, 25 de março de 2026

Daniel Vilela e aliados são forças dominantes na montagem de chapas

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 25 de março de 2026
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Ilustração: Takeshi Gondo

A reta final da janela partidária começou e, nos bastidores, o movimento é intenso. Pré-candidatos a deputado federal e estadual estão que nem barata voa em busca de legendas onde tenham chances reais de eleição. É o momento em que a ideologia dá espaço para a matemática. Neste cenário, o vice-governador e presidente do MDB em Goiás, Daniel Vilela, aparece no centro das articulações. Nos próximos dias, ele deve concentrar sua agenda na montagem de uma nominata competitiva para a Câmara dos Deputados. O que não faltam são pretendentes, mas a maioria não alcança o patamar de votos para que o MDB conquiste pelo menos três deputados.

O compromisso assumido com o presidente nacional da legenda, Baleia Rossi (SP), é o de ampliar a bancada goiana da legenda, que hoje conta apenas com dois deputados federais, Marussa Boldrin e Célio Silveira. Para a maioria dos partidos, principalmente aqueles do Centrão, deputados federais importam mais do que senadores e governadores, pois quanto maior a bancada, maior o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de televisão. Nesse aspecto, o MDB de Daniel Vilela parte com uma vantagem relevante. A expectativa de que assuma o governo de Ronaldo Caiado (PSD) no próximo dia 31 de março tem atraído pré-candidatos ao partido, impulsionados pela lógica de proximidade com o poder.

O problema é que nem todos os interessados apresentam densidade eleitoral suficiente para compor uma nominata competitiva. Há uma diferença clara entre quantidade e qualidade. Além disso, outro desafio persiste: cumprir a cota mínima de 30% de candidaturas femininas. Encontrar mulheres dispostas a disputar já não é simples. Encontrar mulheres com potencial real de voto, menos ainda. Mesmo dentro de uma ampla base de apoio, Daniel Vilela corre para reforçar seu partido. Ele sabe que não basta ser uma força política dominante se o núcleo de seu partido não for forte.

PL goiano ganha reforço das mulheres
Ainda falando de nominata para a Câmara Federal, o PL em Goiás ganhou dois reforços: Lucélia Rodrigues e Maria Yvelônia. A primeira teve quase 4 mil votos para vereadora em Goiânia; a segunda, mais de 8 mil na disputa pela Prefeitura de Valparaíso. Em tempos de cota, mulher com voto é um desafio para os partidos.

Adversário e aliado
Aliados do senador e pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), veem com bons olhos a pré-candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (PSD). A avalição é de que o bolsonarismo ganha um aliado para fustigar o presidente Lula (PT) no primeiro turno, ainda que signifique ter que disputar o mesmo eleitor.

Delação atômica
A delação de Daniel Vorcaro é tratada em Brasília como capaz de encerrar carreiras no governo, no Congresso e até no Supremo. E, mais ainda, em uma eleição tão polarizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), será fundamental na definição do resultado presidencial.

Mudança de turno
Até 4 de abril, o comando de ao menos 11 Estados, do Distrito Federal e de dez capitais deve mudar de mãos. A janela para renúncia de governadores e prefeitos que disputarão outros cargos promete mexer no xadrez político e reorganizar a força dos partidos.

PP bem nas capitais
As trocas previstas darão mais poder para os partidos do Centrão. O Progressistas, por exemplo, deve assumir duas capitais, Vitória e Rio Branco, além do comando do Distrito Federal com a vice-governadora Celina Leão.

Roriz e Marconi
Numa conversa informal com jornalistas na Câmara de Vereadores de Valparaíso, o jornalista Armando Santana, da Rádio Jornal Metropolitano, lembrou que foi graças aos então governadores Joaquim Roriz (DF) e Marconi Perillo que o Lago Corumbá IV, em Luziânia, foi construído. “À época foi um feito que poucos acreditavam, mas hoje abastece parte da região e o Distrito Federal. Isso tem peso na história política do Entorno”, diz Santana.

Força de Caiado – Entre os aliados de Ronaldo Caiado e marqueteiros, a crença é de que o sucesso do goiano como pré-candidato a presidente da República no Estado será maior do que Lula ou Flávio Bolsonaro, afinal, Caiado mantém uma média de 80% de aprovação em Goiás.

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