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quarta-feira, 4 de março de 2026

Daniel Vilela fica ao lado da maioria dos emedebistas que não querem Lula

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 4 de março de 2026
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Ilustração: Takeshi Gondo

A articulação de Lula (PT) para ter o apoio formal do MDB à sua reeleição deu com os burros n’água. O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, reuniu 17 diretórios estaduais e levou ao presidente nacional da legenda, Baleia Rossi (SP), uma carta contra o alinhamento do partido com o PT. O MDB quer preservar sua característica histórica de “colcha de retalhos”: fragmentado, formado para agrupar diferentes correntes de pensamento e priorizar os interesses regionais de cada cacique, sem se comprometer nacionalmente com qualquer candidatura presidencial, nem mesmo do próprio partido.

Foi assim com Ulysses Guimarães, em 1989; com Orestes Quércia, em 1994; e com Henrique Meirelles, em 1998. Nenhum deles, por exemplo, contou com o apoio de Iris Rezende em Goiás. Diante desse cenário, cresce a avaliação de que Lula manterá Geraldo Alckmin (PSB) na vice. O PT avaliou o custo-benefício em trocar o PSB pelo MDB e concluiu que, dividido, entrega muito pouco. É melhor ter os socialistas por perto que garantem votação orgânica, tempo de TV, rádio, e capital de votos. Em eleição tão polarizada como a que se avizinha em 4 de outubro, trocar o certo pelo incerto pode comprometer uma vitória nas urnas.

Isso não significa rompimento completo do emedebismo com Lula. Parte do Nordeste e da Região Norte, nomes como o de Renan Calheiros, em Alagoas, e Helder Barbalho, no Pará, seguem próximos ao presidente Lula. Agora resta saber se, após afastar o MDB de Lula, Daniel Vilela terá força para levar o partido a apoiar a pré-candidatura presidencial do seu padrinho político, Ronaldo Caiado (PSD).

Corrida em busca de um partido
A partir desta semana, está dada a largada para a corrida dos pré-candidatos a deputados federais e estaduais em busca de partidos. Alguns pulam para uma legenda que tenha um coeficiente eleitoral mais baixo. O problema é encontrar um partido que esteja disposto a receber um candidato que esteja acima da média dos demais. Ninguém quer ser ‘escada’ para eleger um novato. MDB, PSD, União Brasil, PP, entre outros, ‘importam’ candidatos com bons ativos de votos, principalmente se tem cargo ou disputou eleição.

Marussa tem pressa
A deputada federal Marussa Boldrin (MDB) informa que a urgência do Projeto de Lei 2951/2024, que institui o seguro safra, foi aprovada na Câmara dos Deputados. “Com a proximidade de novas safras e após situações graves como as enchentes no Rio Grande do Sul, precisamos de agilidade e responsabilidade. Seguimos firmes na defesa de quem produz e move a economia do Brasil.”

Cadê os deputados?
Por falar em defesa do agronegócio, os deputados estaduais parecem não estar muito interessados em aprovar o fim do Fundeinfra. A votação prevista para esta terça-feira (3) não teve quórum na Comissão Mista da Alego. As excelências estão mais interessadas em buscar votos no interior do que aliviar os empresários do agronegócio.

Sorgatto e tarifa social
Em tempo de elevação de tributos, o prefeito de Luziânia, no Entorno de Brasília, Diego Sorgatto (UB), anunciou a redução em 50% na cobrança da Taxa de Resíduos Sólidos (TRS) incluída no IPTU. A medida amplia isenções, mantém tarifa social e reduz o impacto financeiro para famílias de baixa renda. De acordo com a gestão municipal, o custo mensal com a destinação dos resíduos sólidos em Luziânia é de aproximadamente R$ 2,5 milhões, valor superior ao montante atualmente arrecadado com a taxa.

Clécio sendo Clécio
Depois de se indispor com boa parte do meio político, em especial o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), o deputado Clécio Alves (Republicanos) agora vira sua metralhadora giratória para o jornalista, apresentador e multimídia Rosenwal Ferreira. Em uma postagem em sua rede social, Rosenwal criticou Clécio, que não gostou e, como de costume, esbravejou ao estilo decibéis acima do permitido pelo Procon.

STF liga o “tô nem aí” – Os escândalos que envolvem decisões arbitrárias de ministros do STF e suspeitas de corrupção por alguns deles não tiram o sono da Corte. O grau dos inimputáveis chegou a um ponto que se julgam semideuses do Olimpo. Ligaram o “tô nem aí”.

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