Daniel Vilela inicia corrida ao Governo de Goiás pelo Entorno
O maior desafio para um candidato a governador que está no exercício do mandato é tocar a gestão e, fora do expediente como servidor público, ‘tocar’ a campanha eleitoral para renovar ou se eleger para o cargo. Esse é o caso do vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), candidato natural da base governista para disputar a vaga de Ronaldo Caiado (PSD). De acordo com informações já publicadas pela coluna, o pré-candidato governista vai iniciar sua agenda de reuniões com aliados pelo Entorno de Brasília. Está previsto para 11 de abril, em Luziânia, a primeira mobilização de lideranças da região para conversar com Daniel.
Luziânia tem forte simbolismo por ser um município centenário e celeiro de lideranças que se destacaram na política goiana. Não só pela sua história, mas porque o Entorno e seus dez municípios têm um ativo próximo de 700 mil votos. Esse capital eleitoral ajudou Caiado a se eleger no primeiro turno em suas duas disputas para governador. Não é à toa que Daniel marca presença quase toda semana em um dos municípios da região. Nesta terça-feira (17), ele foi a Cidade Ocidental acompanhado pelo deputado estadual Wilde Cambão (PSD).
Daniel conversou com os vereadores e suplentes de vereador que apoiam Cambão, falou sobre os investimentos do governo no Entorno e a continuidade de políticas públicas ao desenvolvimento da região, principalmente Cidade Ocidental. “Com Daniel eleito governador, vamos seguir juntos na interlocução com o governo em busca de investimentos e melhorias para o Entorno”, registrou Cambão.
Sorgatto confirma encontro em Luziânia
O prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil), conversou com a coluna sobre o primeiro encontro regional da pré-candidatura de Daniel Vilela a governador. “Ainda falta discutir com a equipe de Daniel e com os coordenadores dessa agenda, mas o que posso afirmar é que a data prevista é no dia 11 de abril. Luziânia foi escolhida por ser a cidade mais estratégica do Entorno Sul e ter uma tradição política centenária”, resume Sorgatto.
Nominatas na agenda
Mesmo em meio às agruras do caso Master, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), não deixa a ‘bola política’ parada em seu campo. Ele articula junto às lideranças do partido a formação de uma nominata para deputado federal com o objetivo de ampliar a bancada do MDB na Câmara Federal. O presidente da legenda e da Câmara Legislativa do DF, Wellington Luiz, e Ibaneis não têm poupado conversas com os pretendentes a disputar uma vaga federal. Hoje a legenda só conta com um deputado federal, Rafael Prudente.
Três senadoras
Por falar em Distrito Federal, a capital do País pode ser o primeiro ente federativo da história a ter uma bancada 100% feminina no Senado. Na direita, Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) podem ser eleitas. Na esquerda, Leila Barros (PDT) e Erika Kokay (PT) também. Se duas das quatro forem eleitas, se juntarão a Damares Alves (Republicanos), consolidando um arranjo inédito na política brasileira.
Desafio das cotas
Em Goiás, o grande desafio dos partidos está sendo cumprir a cota de gênero com candidatas que realmente tenham voto. Em Goiás, as legendas têm disputado até o último segundo o passe de Silvye Alves (União Brasil), Flávia Morais (PDT), Lêda Borges (Republicanos), Marussa Boldrin (deve deixar o MDB) e Magda Mofatto (PL).
Fora do PRD
A direção estadual do PRD entrou em contato com a coluna para corrigir informação publicada anteriormente. Magda Mofatto não integra mais o partido. A deputada já está oficialmente filiada ao PL. Fica o registro.
Condenados por corrupção – Desta vez não teve o ‘jeitinho’ e os deputados federais Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil, ambos do PL do Maranhão, e Bosco Costa (PL-SE) foram condenados por desvio de emendas parlamentares. O STF formou maioria pela condenação.