Daniel, Wilder e Marconi ainda não ‘tocaram’ o coração do eleitor
O governador Daniel Vilela (MDB) segue favorito à reeleição, mas ainda longe do sonho de vitória no primeiro turno
O calendário eleitoral está prestes a virar setembro, mas os candidatos ao Governo de Goiás continuam empacados nos mesmos dilemas da pré-campanha. Decorridos dois debates na TV e o início do horário eleitoral gratuito, o tabuleiro não mudou. O governador Daniel Vilela (MDB) segue favorito à reeleição, mas ainda longe do sonho de vitória no primeiro turno. Mesmo com a máquina na rua e cobertura diária da imprensa, nenhuma pesquisa, até agora, garantiu ao emedebista a fatura em 4 de outubro. Diferente de Ronaldo Caiado (então no União Brasil), que no mesmo estágio da campanha de 2022 já surfava em números de primeiro turno. A diferença é gritante. E Daniel sabe disso melhor do que ninguém.
O segundo turno, para o governador, pode ser uma pedreira. É quase unanimidade, tanto na base quanto na oposição, que Wilder Morais (PL) e Marconi Perillo (PSDB) vão se unir, seja qual for a direção do apoio. Juntar bolsonarismo/irismo ao marconismo seria reunir as duas principais forças que governam Goiás com a maior potência política recente do País. Combinação perigosa para o Palácio das Esmeraldas. A boa notícia para Daniel é que o bolsonarismo ainda não apareceu na campanha do senador. Sem discurso mais à direita e sem traquejo nas redes sociais, Wilder segue como um estranho no ninho. Errou ao não citar Bolsonaro (PL) no primeiro debate, errou ao não se vender de forma mais incisiva como o candidato do ex-presidente na estreia do programa eleitoral. Até aqui, fala para o centro sem ter conquistado a direita. Aposta arriscada, mas minimizada pelo seu QG, que garante mudança quando Flávio Bolsonaro (PL) desembarcar em Goiás.
Se o céu não é de brigadeiro para Daniel, tampouco confortável para Wilder, ruim mesmo é a situação de Marconi Perillo (PSDB). Estacionado nas pesquisas, sem prefeitos, sem tempo de TV relevante e sem embalo digital, não resta ao tucano novas ferramentas a não ser torcer pelos tropeços dos adversários, principalmente de Wilder. Caso não avance, o segundo turno fica mais distante para Marconi.
Criatividade na escassez
A campanha de Marconi Perillo (PSDB) aposta as fichas nos debates de televisão para reverter a maré. Só que o problema é a baixa audiência: domingo à noite o eleitor está na igreja ou na feira, longe da tela. Resta ao tucano, então, “mitar” em cima dos adversários na busca de cortes para as redes sociais. Só que esse nunca foi o estilo de Marconi.
Kitão no O HOJE
Nesta segunda-feira (31), o Momento Político do Grupo O HOJE entrevista o vereador e candidato a deputado estadual Lucas Kitão (Mobiliza). Na pauta, a relatoria do programa Morar no Centro e as eleições de 2026. O programa completo você confere no canal O HOJE no YouTube.
Segunda vaga no DF
As últimas pesquisas divulgadas no Distrito Federal para as vagas ao Senado apontam para um cenário desafiador ao PL. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro lidera a intenção de votos, mas a segunda vaga continua acirrada entre a senador Leila Cordeiro (PDT), Erika Kokay (PT) e Bia Kicis (PL). Das três, Leila é a que mais se aproxima. No entanto, a preocupação é com Bia Kicis, que pode ficar fora. Com isso, o bolsonarismo perde uma deputada combativa e que fará falta na na bancada federal. Bia trabalha muito para conquistar o segundo voto de Michelle, mas a concorrência não está parada.
Lula com o PIB
Em busca de uma aproximação com o PIB nacional, o presidente Lula (PT) recebe nesta segunda-feira (31) para um jantar no Palácio da Alvorada empresários e banqueiros, entre eles André Esteves, do BTG, e Joesley Batista, da JBS. O encontro vem na esteira do jantar que Flávio Bolsonaro (PL) promoveu na quinta-feira (27) com nomes como Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, e Richard Gerdau, da Gerdau. A corrida pelo apoio dos endinheirados, ao que parece, entrou na disputa presidencial.
Mangão é Daniel – Era mais ou menos esperado que o prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão (PL), viria a apoiar a reeleição de Daniel Vilela (MDB). Sua mulher, Joscilene Mangão, é candidata a deputada estadual pela base governista.
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.