Daniel, Wilder e Mendanha podem se encontrar em 2030
Na política, assim como no xadrez, os jogadores profissionais não fazem movimentos aleatórios no tabuleiro. O mesmo ocorre com pretendentes a cargos eletivos. Isso porque, enquanto o eleitor escolhe quem merece seu voto para representá-lo nos próximos quatro anos, há quem já esteja de olho em 2028, quando acontecem as eleições para prefeitos e vereadores. Outros miram 2030, em busca de cargos com maior poder e influência.
No entanto, as eleições para o Senado e para governador são as mais interessantes, porque muitos dos que estão no jogo são potenciais pré-candidatos para 2030.
Wilder Morais (PL) é um deles, pois está no meio do mandato. Caso não vença a corrida para o Governo de Goiás, hipótese que seus apoiadores consideram fora dos cálculos, pessoas próximas a Wilder afirmam, com convicção, que as pesquisas recentes mostram o senador no segundo turno, com grande chance de vitória.
A pergunta que se faz é: caso perca a disputa pelo governo, Wilder voltará a disputar o cargo em 2030 ou tentará repetir a eleição de 2022, quando conquistou a única vaga de senador?
Ainda sobre um cenário hipotético para 2030, se o governador Daniel Vilela, do MDB, for reeleito, o caminho natural seria buscar a única vaga ao Senado.
Gustavo Mendanha (PRD) é outra liderança política promissora que, eleito ou não, tem potencial para disputar o Governo de Goiás.
Quanto ao senador Vanderlan Cardoso (PSD), se não conquistar a reeleição para o Senado, terá que torcer para Wilder vencer no segundo turno. Afinal, sua mulher, Isaura Cardoso (PSD), é a primeira suplente de Wilder. Assim, mesmo que perca a eleição, Vanderlan terá a mulher no Senado por mais quatro anos.
Geneilton: força e liderança
O tamanho da mobilização de Wilder Morais (PL) e Ana Paula Rezende (PL) em Jataí, neste sábado (19), surpreendeu a base governista.
Muitos apostam em uma vitória tranquila na terra natal de Daniel Vilela (MDB), mas o agronegócio bolsonarista e o apoio do prefeito Geneilton Assis (PL) ao senador podem atrapalhar as contas do governo no 13º maior colégio eleitoral do estado.
Perdeu tração
Entre as cidades importantes do Sudoeste goiano, Rio Verde e Jataí se destacam não só pelo poder econômico, mas sobretudo pela política.
Em Jataí, os Vilelas sempre dominaram o jogo de poder, mas esse protagonismo perdeu tração com a vitória de Geneilton Assis (PL).
O simbolismo dessa derrota forçou Daniel Vilela a buscar força em Rio Verde, comandada pelo prefeito Wellington Carrijo (MDB) e pelo grupo de Paulo do Vale (PSD).
Corrida para a 2ª vaga
Em Goiás e no Distrito Federal, as ex-primeiras-damas Gracinha Caiado (União Brasil) e Michelle Bolsonaro (PL) são apontadas como favoritas para serem eleitas senadoras.
Em Goiás, a disputa pela segunda vaga se concentra em Gustavo Gayer (PL), Gustavo Mendanha (PRD) e Zacharias Calil (MDB).
De acordo com as pesquisas, Vanderlan Cardoso (PSD), Oseias Varão (PL) e Ernesto Roller (PSDB) teriam chances mínimas.
Bia e Leila
No Distrito Federal, o duelo é entre Bia Kicis (PL) e Leila do Vôlei (PDT) na busca pela segunda vaga.
Pesquisas internas apontam que Bia Kicis está ‘colada’ em Leila, sinal de que, segundo essa avaliação, os votos da esquerda teriam chegado ao teto.
STF ‘mergulha’ – Tal como esperado, os ministros do STF, principalmente os mais encalacrados com os escândalos, optaram por ‘mergulhar’, jargão que significa sair do foco da imprensa. A ordem é contar com o esquecimento e seguir em frente.
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.