terça-feira, 1 de setembro de 2026

Debates só com ataques ao adversário afugentam o eleitor

Wilson Silvestrepor em
Debates só com ataques ao adversário afugentam o eleitor
No entanto, é uma oportunidade para defenestrar quem lidera as pesquisas, caso da governadora Celina Leão - Ilustração: Takeshi Gondo

O debate político sempre é salutar e esclarecedor para os formadores de opinião, sobretudo, aos candidatos ao Legislativo dos respectivos partidos que disputam a majoritária

 

O exercício político é uma das missões mais nobres que a humanidade desenvolveu, mesmo que, muitos dos que a exercem, desviem o curso dos propósitos. Mais do que um cargo eletivo, no caso de governos democráticos, o político é a pessoa mais próxima da realidade cotidiana da população, seja a qual estamento social pertença. Por isso o debate eleitoral é de suma importância entre os pretendentes a gestor público como governador ou presidente de República. No Distrito Federal, concorrem ao Executivo seis candidatos que têm, no mínimo, cinco representantes no Congresso Nacional. A governadora Celina Leão (PP), o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (Novo). Nesta terça-feira (1º), eles participam do debate promovido pelo Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília.

O debate político sempre é salutar e esclarecedor para os formadores de opinião, sobretudo, aos candidatos ao Legislativo dos respectivos partidos que disputam a majoritária. No entanto, é uma oportunidade para defenestrar quem lidera as pesquisas, caso da governadora Celina Leão. A lógica dos adversários e seus conselheiros é desconstruir quem está na liderança, portanto, o alvo tem nome: Celina. Não custa lembrar que o cidadão-eleitor do DF é de uma unidade federativa que abriga uma população politizada e com acesso à informação política acima da média.

Todos os moradores da capital do País e dos dez municípios que orbitam Brasília têm conhecimento da realidade em que se encontra o DF. Acompanham o esforço da governadora em resolver demandas cruciais à população, como saúde, educação e equilíbrio nas contas públicas. Essa dedicação não é cena eleitoral, mas um conjunto de habilidades aprendidas nos governos de Joaquim Roriz (1936-2018). Esse modelo de gostar de Brasília e de sua gente foi assimilado por Celina Leão e dificilmente seus adversários darão conta de demolir.

Cury anima Avante do DF
O presidente do Avante no Distrito Federal, Gim Argello, comemorou, discretamente, o crescimento do presidenciável da legenda, Augusto Cury (Avante), nas pesquisas da Atlas Intel e BTG/Nexus divulgadas nesta segunda-feira (31/8). O entusiasmo é tanto que o ex-senador já prepara um comitê para Cury no coração de Brasília: Conic Sul, ‘colado’ à Plataforma Rodoviária, onde circulam quase 10 mil pessoas por dia.

Mendanha colado
Visto na pré-campanha como cavalo paraguaio, Gustavo Mendanha (PRD) pode ser o candidato a senador mais votado após virar o “segundo voto” do governismo, do bolsonarismo e do marconismo. Nessa, Gracinha Caiado (União Brasil) ou Gustavo Gayer (PL), também favoritos, um deles pode ficar pelo caminho.

Daniel mandou bem
No primeiro confronto direto entre Daniel Vilela (MDB) e Marconi Perillo (PSDB), que ocorreu na PUC TV no último domingo (30/8), o emedebista foi o grande vencedor. Respondeu com segurança, enquanto o tucano, em vários momentos, se perdeu nas palavras e demonstrou um nervosismo que ninguém esperava de quem já disputou tantas eleições.

Força marginal
Há anos, o PT em Goiás vive um paradoxo: tem um líder nacional, Luiz Inácio Lula da Silva, que, por mais desatinos que seu governo cometa, sempre lidera a corrida eleitoral para presidente da República. Mesmo assim, o capital de votos em Goiás não passa de 2,5%. Com essa força marginal, o máximo que pode eleger no Estado, são 2 ou 3 deputados federais. Na lista, Rubens Otoni e Adriana Accorsi, que buscam a reeleição; correm por fora Delúbio Soares e Eward Madureira.

Flávio solidário – Flávio Bolsonaro (PL) saiu em defesa de Renan Santos e disse esperar “que ele restabeleça sua candidatura”. Gesto que reforça a narrativa de censura tão cara ao PL, mas que, no fundo, busca atrair os votos de Renan.

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