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domingo, 11 de janeiro de 2026

Déficit comercial da indústria de transformação bate recorde

Lauro Veiga Filhopor Lauro Veiga Filho em 24 de setembro de 2025
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A piora na balança comercial da indústria aeronáutica e no setor de produtos químicos, excluídos medicamentos, contribuiu para elevar o déficit entre exportações e importações da indústria de transformação nos primeiros seis meses deste ano, registra estudo liberado na última semana pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). A diferença entre exportações e importações no setor atingiu seu maior nível na série histórica para um primeiro semestre, com o déficit crescendo de US$ 28,769 bilhões nos seis meses iniciais de 2024 para US$ 37,168 bilhões em igual período deste ano, num incremento de 29,19%, algo como US$ 8,399 bilhões transferidos para outros mercados, ajudando a incrementar a geração de rendas e riquezas fora do País.

O aumento do déficit no setor, com ampla contribuição dos setores de alta e média-alta intensidade tecnológica, cumpriu papel decisivo na queda do superávit comercial do País acumulado no período. Conforme já divulgado, o saldo entre exportações e importações de bens e mercadorias havia sofrido queda de 28,28%, baixando de US$ 41,555 bilhões no primeiro semestre do ano passado para US$ 29,802 bilhões neste ano, correspondendo a uma perda de US$ 11,753 bilhões. A alta do déficit entre exportações e importações de produtos tipicamente da indústria de transformação, portanto, respondeu por 71,46% na variação negativa do superávit registrado pelo conjunto da economia ao longo do período analisado.

Terceiro recuo consecutivo

Segundo o Iedi, as exportações da indústria de transformação “até cresceram 4,7%”, alcançando US$ 84,9 bilhões, mas as importações registraram alta de 10,9% e se aproximaram de US$ 125,7 bilhões, alcançando o maior valor para o período em toda a série estatística. “Em suma, o saldo dos bens típicos da indústria de transformação se deteriorou frente ao primeiro semestre do ano anterior pelo terceiro ano consecutivo”, a despeito do avanço das vendas externas. Para o Iedi, “a questão premente está relacionada à forte mudança do cenário comercial internacional decorrente da postura da nova presidência dos EUA, destino importante da pauta exportadora brasileira”. O instituto aponta ainda um agravamento no processo de enfraquecimento da Organização Mundial de Comércio (OMC) e crescente esvaziamento do multilateralismo, “principalmente por conta da imposição de tarifas de importação pela presidência dos EUA a praticamente todos os seus parceiros comerciais”.

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