Definidas as nominatas, o foco está nos pontos fortes e fracos dos adversários
Numa campanha eleitoral para governador, onde o favorito nem sempre vence no primeiro turno, a prudência recomenda aos estrategistas e aliados de cada competidor analisar os pontos fortes e frágeis dos adversários. A partir desse diagnóstico, buscar profissionais de marketing eleitoral e montar um bom time de social mídia, afinal, vivemos numa sociedade digitalizada. Feito esse básico, focar em três ou quatro discursos estruturantes que estejam em sintonia com o inconsciente de massa. O melhor exemplo em Goiás é o do ex-governador e agora presidenciável Ronaldo Caiado (PSD).
Assim como na guerra, conhecer o inimigo (adversário), saber de seu potencial e saber, por meio de pesquisas, o ânimo do cidadão-eleitor. Não basta ter boa estrutura partidária ou financeira se não estiver sintonizado com os anseios da população. Pode parecer óbvio para os experientes Daniel Vilela (MDB), ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e senador Wilder Morais (PL), mas, se pular essas regrinhas, pode se perder no meio da batalha. Em Goiás, concluída a luta para agasalhar todos os pré-candidatos em seus respectivos partidos, principalmente na grande base de sustentação eleitoral de Daniel Vilela (MDB), agora é olhar para a pré-campanha.
Por enquanto, o governador tem se dedicado às costuras políticas, conversas com lideranças e montagem da assessoria que vai ajudar na gestão e no assessoramento eleitoral. Nesse contexto, Daniel Vilela está numa dianteira em relação aos adversários Marconi Perillo e Wilder Morais. No caso de Wilder, ele divide parte da agenda com sua atuação no Senado e, nos finais de semana, em visitas a municípios para entrega de emendas parlamentares ou equipamentos como tratores, pás mecânicas, entre outros. Do lado do pré-candidato tucano, a estrutura do assessoramento se resume nele e em poucos voluntários, alguns deles ex-auxiliares que participaram de seus governos. Os adversários de Daniel ainda não deram sinal que se movimentam na montagem da estrutura de campanha.
Vaga de vice Daniel
Vilela longe demais
A tão sonhada vaga de vice na chapa de Daniel Vilela ainda pode demorar um bom tempo. A coluna apurou que, ao contrário do que foi especulado, após a escolha de nomes para disputar vaga na Alego e no Congresso pela base de Daniel, o nome do vice seria anunciado. Não vai não! Esse anúncio será em agosto, no apagar das luzes das convenções partidárias. Até lá, os pré-candidatos a vice José Mário Schreiner, Adriano da Rocha Lima, Luiz do Carmo, ambos do PSD, e Gustavo Mendanha (PRD) vão continuar a roer as unhas.
Não é do time
O grupo de ex-prefeitos e ex-deputados que hoje está no Mobiliza vai à Justiça contra a filiação da primeira-dama de Mineiros, Ana Paula Rezende. O motivo é o mesmo que levou à saída do Democracia Cristã: a entrada de pré-candidatos que não pertencem ao grupo.
Implosão do DC
Falando em Democracia Cristã, após a implosão da nominata para a Alego, Alexandre Magalhães acabou destituído da presidência estadual pela direção nacional. O comando do partido deve ficar agora com Paulo Daher. Partido pequeno é difícil de administrar pois tem mais caciques do que índios e os interesses não coincidem.
Recado de Lula
Em entrevista à TV 247 (leia-se 13), numa parceria com a revista Fórum e o Diário Centro do Mundo (DCM), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mandou recado aos lavajatistas. Disse que não esqueceu parte da imprensa que não poupou críticas a seu respeito. Sinal de que as mágoas com jornalistas não engajados com as ideias lulopetistas estão na mira.
Puxador de votos – Com Ronaldo Caiado (PSD) focado na nominata para deputado federal, coube ao ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, ser o puxador de votos do PSD para a Alego. Paulo tem ativo político para 60 mil votos. Com isso, ajudaria a eleger pelo menos mais dois estaduais.