Deixar campanha para última hora é perda de tempo, dinheiro e eleição
Em maio de 2022, as campanhas de governador e senador estavam a 200 por hora. Tudo arrumado, mesmo diante do favoritismo de quem estava no Palácio das Esmeraldas, Ronaldo Caiado, que no ano anterior havia trocado o vice Lincoln Tejota (filho de Sebastião Tejota) por Daniel Vilela (filho de Maguito Vilela). Gustavo Mendanha, que se dizia irmão de Daniel e devia-lhe os cargos de presidente da Câmara e prefeito de Aparecida, saiu candidato contra ele. Agora, reina a pasmaceira. Os pré-candidatos pouco se movem na proporção esperada, pois o Estado é imenso (340 mil km², maior que a Finlândia, quase 2 Uruguais). Se não começarem pra valer imediatamente, vão se virar nos 30 em carreatas, que não rendem voto. Perder tempo agora aumenta as despesas e o risco de derrota.
Cada real empregado agora economiza uns 10 em setembro. Dos influencers que se vendem, a maioria já foi comprada, sobra apenas página ruim, cheia de fakes. Diminuem as gráficas que entregam material certinho, sem roubar na quantidade nem qualidade de papel, plástico ou lona. Locadoras já alugaram os carros que prestam. Nem comitê, que é um troço inútil, tem mais em local bom. Os cabos eleitorais, que costumam ser péssimos, estão todos contratados, restam apenas os alunos dos péssimos.
O voto proporcional (em deputados e vereadores) é decidido na última hora, mas o de senador e Executivo (prefeito, governador e presidente) vai sendo cativado ao longo do tempo. Com isso, se cristaliza. Depois, para mudar, é um deus nos acuda. E Deus não acode preguiçoso nem atrasado.