quinta-feira, 16 de julho de 2026

Democracia é cara e, sem serviço, fica mais cara ainda

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 16 de julho de 2026 às 09:52
Democracia é cara e, sem serviço, fica mais cara ainda
Foto: Maykon Cardoso/Alego

O período de convenções partidárias começa na próxima semana, mas para os parlamentares o ano já acabou. Pelo menos o ano de trabalho. Isso para os que trabalham. No Brasil inteiro, o recesso branco se iniciou na desincompatibilização de governadores e suas equipes, momento em que detentores de mandato ficaram com as imensas orelhas em pé: “Quais dos ex-secretários e presidentes de agências vão tomar nossos lugares?”. Agora, é mais fácil achar nota de R$ 200 no meio da rua do que algum deputado. Vale para Assembleias Legislativas e as Câmaras federal e municipais de todos os Estados. Os de Goiás não iriam deixar uma folga dessas para trás. Assim, o cidadão eleitor passa a se perguntar: “Posso até aceitar uma democracia cara, porém, são esses os representantes que a garantem?”. São os que há por enquanto.

Talvez seja até bom ficarem à toa, melhor que prejudicarem o País com pautas-bombas. Mais caros que bombas nucleares. Em 2025, o Senado custou R$ 6,3 bilhões; a Câmara dos Deputados, outros R$ 6,5 bilhões; a Assembleia Legislativa de Goiás, quase meio bilhão; os vereadores, de 3,5% a 7% do orçamento de cada município. A jornada caiu para 2×5 no Congresso Nacional e nos Legislativos estaduais; em mais de 90% das cidades, a Câmara local só se reúne durante cinco sessões por mês.

Em vez de prestar atenção no serviço, o legislador(?) quer agora é convencer a sociedade a continuar pagando suas despesas extraordinárias, como o excesso de assessores, locação de carros e escritórios, diversos tipos de auxílios, verba para propaganda, nepotismo, diárias etc.. A democracia é cara, mas isso é descaramento. (Especial para O HOJE)

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