Demora de Kassab mantém Caiado com um pé no PSD e outro no UB
O governador Ronaldo Caiado ainda não oficializou a troca de partido.
Decorridos mais de um mês do anúncio de que deixaria o União Brasil para ingressar no PSD, o governador Ronaldo Caiado ainda não oficializou a troca de partido. Na prática, continua onde sempre esteve: firme em suas convicções políticas e à frente do partido que o reelegeu governador. Pelo menos é o que consta, até agora, no site oficial da legenda: presidente do União Brasil em Goiás. Para aliados e o meio politico goiano, a demora não é burocrática, mas de vontade política do mandachuva nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Nos bastidores do serpentário político, Caiado ainda negocia com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, o destino da legenda em Goiás após sua saída. Até onde as vistas alcançam, o União Brasil não está em condições de abrir mão de uma liderança como a de Caiado. Bem avaliado no Estado, base política robusta e um pré-candidato a governador com chances reais de vencer a eleição em 4 de outubro. O acervo liderado pelo goiano conta com dois deputados federais, seis estaduais e mais de 100 prefeitos. Em nenhum outro Estado da federação o União Brasil tem capital de aliados e votos.
Por essa contabilidade, pode-se afirmar que nem o PSD, União Brasil ou qualquer outra legenda abriria mão de tê-lo como aliado no Estado. Desse modo, se Gilberto Kassab ou Antônio Rueda bambear as pernas, perde uma senadora — alguém duvida que Gracinha Caiado não é a favorita? — e, no mínimo, quatro deputados federais liderados por Caiado. Uma parlamentar na Casa Revisora sempre agrega peso político e eleitoral a qualquer partido. Para Rueda, isso é essencial, mas ele quer uma garantia mais concreta: que o grupo caiadista ajudará a eleger ao menos dois deputados federais pelo União Brasil em Goiás.
Deputado federal vale ouro
No mundo partidário, deputado federal vale ouro. São eles que definem o tamanho do Fundo Eleitoral e o tempo de televisão. Quanto maior a bancada, maior o poder da legenda no tabuleiro nacional. Caiado sabe disso, Rueda também. A única certeza é que Caiado só deixará o União Brasil quando tiver a garantia de que manterá o controle político da sigla em Goiás.
Fortaleza rumo à Alego
O vereador de Aparecida de Goiânia, André Fortaleza, confirmou à coluna que teve conversa com o deputado federal Professor Alcides, à caminho do PSDB. “Ele propôs caminharmos juntos numa dobradinha eleitoral, mas agradeci e disse que estou bem na base do prefeito de Aparecida, Leandro Vilela (MDB).” Fortaleza afirmou que constrói sua pré-candidatura a deputado estadual alinhado com Leandro Vilela e com “total apoio a Daniel Vilela governador”. Fortaleza ainda não definiu a legenda, mas será da base governista.
Estratégia anti-Lula
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já definiu uma das armas contra Lula (PT) em 2026: os negócios de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O senador tem explorado bastante nas redes as investigações que ligam o empresário ao “Careca do INSS”, apontado pela Polícia Federal como um dos responsáveis por desvios de aposentadorias e benefícios.
Rota 22 em Formosa
Mais uma edição dos encontros regionais do PL acontece neste sábado (7) em Formosa, no Entorno do DF. O município tem uma importância estratégica para o pré-candidato a governador da legenda, Wilder Morais, pois é porta de entrada das regiões Norte e Nordeste goianas. Lideranças de vários municípios confirmaram presença, incluindo as do Entorno, como Planaltina e Água Fria.
Marconi em Valparaíso
O pré-candidato do PSDB, Marconi Perillo, marca presença em Valparaíso, no Entorno de Brasília, nesta terça-feira (10). O encontro com lideranças tucanas será na Câmara de Vereadores da cidade e tem gerado muita expectativa. Trata-se do reduto eleitoral de Lêda Borges, que deixa o PSDB e migra para o Republicanos.
Lula longe de Toffoli e Moraes – Até a esquerda mais ortodoxa, como o líder do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, recomenda ao presidente Lula manter distância da crise envolvendo o STF (leia-se Alexandre de Moraes e Dias Toffoli) e o caso Banco Master.