Depois da festa, agora é manter a base unida em torno de Daniel Vilela
Passada a festa de lançamento oficial da pré-candidatura de Daniel Vilela (MDB) ao Palácio das Esmeraldas, vem o maior desafio da base governista: manter unida a tropa de choque que dará sustentação político-eleitoral ao emedebista. Regiões importantes econômica e eleitoralmente, como o Sudoeste Goiano, o Entorno do Distrito Federal, o Sudeste a partir de Catalão, além das regiões Norte e Médio Norte, devem ter prefeitos mais articulados na coordenação das mobilizações.
No Sudoeste, Daniel Vilela conta com o prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo, e com o deputado estadual Lucas do Vale, ambos do MDB, reforçados pelo ex-prefeito do município, Paulo do Vale, ainda no União Brasil, mas que não descarta deixar a legenda, possivelmente para se filiar ao MDB. Em Catalão, lideranças como o ex-prefeito Adib Elias, o deputado estadual Jamil Calife e o prefeito Velomar Rios encabeçam a linha de frente de apoio a Daniel Vilela.
Outra região considerada estratégica é o Entorno do Distrito Federal, que reúne, nos dez municípios que fazem fronteira com a capital do país, quase 700 mil eleitores. Nesse conjunto de cidades, o pré-candidato do MDB conta com lideranças como o ex-prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró, e o atual prefeito, Marcos Vinicius, ambos emedebistas. O deputado estadual Wilde Cambão (PSD) e o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil), também estão entre os principais apoiadores. Segundo aliados, há ainda uma centena de multiplicadores de apoio espalhados pelo estado.
Carrijo na mobilização dos prefeitos
Um dos principais aliados de Daniel Vilela e entusiasta de sua candidatura ao governo de Goiás, Wellington Carrijo (MDB) afirmou à coluna que a mobilização de lideranças da base no último sábado (14), em Jaraguá, é apenas o começo de uma série de encontros regionais. “A próxima será em Luziânia, no Entorno do DF, coordenada pelo prefeito Diego Sorgatto (União). Em seguida, faremos em Rio Verde”, disse Carrijo. O prefeito tem conversado com outros gestores municipais sobre esses encontros. “Tenho mantido contato com alguns prefeitos sobre essas mobilizações e todos estão dispostos a participar”, acrescentou.
Gim Argello na área
Discreto, mas sempre atento às movimentações políticas, especialmente no Distrito Federal, o ex-senador Gim Argello comanda o Avante na capital federal. Além de reorganizar o partido, ele montou um grupo de lideranças competitivas para disputar vagas na Câmara dos Deputados e na Câmara Legislativa do DF. Gim também atua como um dos principais articuladores do ex-governador José Roberto Arruda (PSD). Conhecido pela habilidade política, ele segue ativo na articulação partidária.
Simone Pellozo
A cultura política costuma dizer que um prefeito bem avaliado pode facilitar a eleição de aliados para cargos legislativos. Esse é o caso do prefeito de Senador Canedo, Fernando Pellozo (União Brasil), que trabalha para eleger sua esposa e primeira-dama do município, Simone Pellozo, como deputada estadual. Além da atuação na área social, pessoas próximas afirmam que Simone passou a demonstrar interesse pela política e pelo contato direto com a população.
Torcida a favor
Em São Paulo, a situação do PT é considerada difícil. Diante disso, dirigentes petistas acompanham com atenção a possível candidatura de Kim Kataguiri (Missão) ao governo paulista. Com cerca de 5% nas pesquisas, a expectativa de alguns setores do partido é que a presença do deputado na disputa possa ajudar a levar a eleição ao segundo turno, cenário visto como mais favorável para Fernando Haddad (PT).
Briga de aliados
Na Bahia, um dos principais redutos do PT, o clima entre lideranças também tem sido de tensão. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner vivem divergências políticas há algum tempo. Nos bastidores, a disputa envolve a definição de quem poderia ser o candidato do partido ao governo do estado caso o atual governador, Jerônimo Rodrigues, decida não disputar a reeleição.