Desafio não é ganhar no 1° turno, é ganhar — de qualquer jeito
Ronaldo Caiado e Lula ganharam por muito pouco as eleições de 2022, o governador com 1,81% no 1° turno e o presidente, com 1,8% no 2°. E daí? Estão nos cargos iguais a quem venceu por muito. Se não importa depois da votação, menos ainda antes, daí o perigo de contar com omelete no interior da galinha. No fim, o que importa é ganhar, em qualquer turno, por qualquer tanto, de qualquer jeito.
De acordo com pesquisas sérias, que os partidos guardam para si, o cenário é de empate triplo entre Daniel Vilela (MDB), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL). Portanto, o que vai decidir é a campanha. Os três estão acostumados a ganhar e a perder. A encher praças e a fazer reuniões com mais cadeiras que gente. O que conta, em qualquer caso, é o entusiasmo dos companheiros. Uma ex-primeira-dama disposta rende mais que um prefeito preguiçoso. Um vereador bom de serviço é mais útil que um deputado traíra.
Marconi e Wilder tinham a promessa de apoio de centitantos prefeitos em 2018. Perderam as vagas de senador para Vanderlan Cardoso e Jorge Kajuru, que não tinham sequer 20 cada. Na mesma eleição, José Eliton estava no cargo de governador, tinha trocentos prefeitos e candidatos a deputado. Ficou em 3° e Caiado, que nada disso possuía, foi eleito no 1° turno. A diferença sempre é o entusiasmo da turma, inclusive as virtuais, que contaminam a população.