sexta-feira, 6 de março de 2026

Desafios dos partidos começam na montagem de chapas para a Câmara

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 6 de março de 2026
partidos ( isso é uma charge que representa os partidos)
A corrida dos partidos e líderes políticos para montar nominatas de deputados federais e estaduais tem sido um desafio na montagem de chapas equilibradas Ilustração: Takeshi Gondo

A corrida dos partidos e líderes políticos para montar nominatas de deputados federais e estaduais tem sido um desafio na montagem de chapas equilibradas. A questão é mais desafiadora para as legendas maiores, como o União Brasil, PL, MDB, PP e Republicanos, entre outros do campo de centro e direita. Do lado da esquerda, embora em menor grau de dificuldade, não é tão complicado quanto na direita. Os de esquerda têm como estratégia misturar os puxadores de votos com os de menor densidade eleitoral. Esse critério tem sido seguido por sucessivas eleições, no entanto, seja direita ou esquerda, o objetivo é um só: eleger uma grande bancada federal.

Esse foco é devido à cláusula de barreira, que, eleição após eleição, aperta o cerco sobre partidos que não conseguem alcançar o quociente eleitoral. Sem uma bancada mínima, a legenda não terá acesso ao Fundo Eleitoral. Esse recurso é vital para manter a estrutura partidária nos Estados. Mas, se na esquerda é menos traumática a montagem de chapas, seja para a Câmara Federal ou nos Legislativos estaduais, para legendas mais à direita a concorrência é maior. Nesse caso, os critérios são mais rígidos. Começa pela preferência dos que têm mandatos e segue com lideranças que têm um bom ativo eleitoral.

Por conta desse critério, muita gente é barrada na hora de formar chapa. Esses ‘barrados na portaria’ buscam partidos onde o quociente é baixo, por isso uma base grande como a de Daniel Vilela (MDB) é desafiadora e exige muita conversa e habilidade para não ter deserções. Quanto ao PL, essa engenharia política dificilmente sofre abalos já que os candidatos estão no mesmo patamar de votos, seja quem tem mandato ou não. Outro ponto favorável é ter bom Fundo Partidário, tempo de TV e rádio.

PL de Jataí vai de Canzi deputado
O presidente do PL em Goiás, Wilder Morais, e o prefeito de Jataí, Geneilton Assis (PL), costuraram acordo para que o vereador Carlinhos Canzi seja candidato a deputado estadual. Ele disputava a vaga na legenda com o presidente da Câmara, Marcos Patrick, que recuou e abriu espaço para Canzi. Geneilton disse em sua rede social que é um “momento histórico para a política de Jataí”. “Depois de muitos anos sem conseguir construir uma articulação forte para eleger um deputado estadual da cidade, Jataí dá um passo importante rumo à representatividade na Alego com o apoio do senador Wilder.”

Olha eu aqui!
Major Vitor Hugo (PL) colocou seu nome à disposição para compor a segunda vaga ao Senado na chapa bolsonarista, mas fez questão de deixar claro que não pretende “forçar a barra”. Se vier, “será para ajudar Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Wilder Morais (PL) e Gustavo Gayer (PL)”, pontua.

Gim Argello é Avante
A coluna errou na edição desta quarta-feira (4) ao apontar o ex-senador Gim Argello (Avante) como se fosse do PRTB. Ele é presidente do Avante no Distrito Federal e um dos aliados mais atuantes na defesa da candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do DF.

De volta ao jogo
Depois de meses de atritos e até ameaças de rompimento, PSDB e Cidadania decidiram reeditar a federação para as eleições de 2026. A decisão é pragmática. Superar a cláusula de barreira e preservar acesso ao Fundo Eleitoral e ao tempo de televisão.

Bom para Belmonte…
Ao reatar a federação PSDB-Cidadania, a pré-candidata a governadora dos tucanos no DF, deputada distrital Paula Belmonte, ganha mais aliados. Ela estava filiada na legenda até o final do ano passado.

… e Marconi
A manutenção da federação PSDB-Cidadania beneficia também o pré-candidato a governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Até então, o tucano estava caminhando para o isolamento. Com a aliança mantida, preserva aliados e alguns segundos de tempo de TV.

CPMI do Master assusta – Cresce no Congresso a pressão das excelências para que seja instalada a CPMI (Câmara e Senado) para destrinchar o rolo provocado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O entrave para essa CPMI chama-se Davi Alcolumbre, mandachuva do Senado.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos canais de comunicação do O Hoje para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.