Deu ruim para os adversários ao tentarem derrubar Celina no debate
Faltam poucos dias para o início da campanha eleitoral, mas assim como em Goiás, o primeiro debate televisivo, promovido pela Band Brasília, no domingo (9), funcionou como um raio-x de como deve se dar a eleição para o Governo do Distrito Federal. O que os formadores de opinião viram foi uma polarização entre a governadora Celina Leão (PP), em busca da reeleição, e o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), que quer reconquistar o cargo. Os demais adversários, quase todos de esquerda, centraram o debate em defender o governo Lula e espinafrar a atual gestão. Não inovaram em nada, além de criticas com odor de naftalina.
Do início ao fim do debate, a governadora enfrentou o principal adversário, José Roberto Arruda (PSD), que, assim como ela, teve uma boa escola política nas boas administrações de Joaquim Roriz (1936-2018). Outro ponto forte de Celina foi não cair na armadilha dos adversários que, combinados ou não, queriam encurralá-la nas cordas do ringue político. A estratégia deles era reprisar o caso Master-BRB e forçar a governadora a “bambear as pernas” e cair. A reação dela surpreendeu muitos jornalistas ao mostrar segurança no contraponto. Mais do que equilíbrio emocional, deu aula sobre a engenharia financeira que sustenta o pedido de empréstimo para capitalizar o BRB.
Ao desmontar a tese do valor do empréstimo de R$ 6,6 bilhões, é melhor ter o BRB liquidado e assumir uma dívida de R$ 20 bilhões. Essa maturidade política e de noção administrativa passou segurança à população que vê Celina no “caminho certo”. Além da firmeza nos argumentos, Celina foi às redes sociais e deu aula aos ‘tocadores de bumbo’ eleitoral. Principalmente ao principal adversário: Arruda. Portanto, na contabilidade da opinião pública, “Celina se saiu muito bem e mostra que está preparada para gerir os destinos do Distrito Federal”. Foi o que disse um aliado da governadora.
Currículo político e gestão
Sem perder o foco, nem a paciência diante das provocações, Celina Leão não chegou ao debate da Band Brasília de mãos vazias. Iniciou sua carreira política nas bases de Roriz, assumiu a Secretaria de Estado da Juventude em 2006, além de ter sido deputada distrital, federal, vice-governadora e agora governadora. Conhece o governo por dentro tanto quanto José Roberto Arruda, seu principal adversário. E isso ajudou na hora de rebater cada estocada.
Estou fora!
A operação do Ministério Público contra fraudes em licitações em prefeituras tem vários responsáveis, mas nenhum deles é o mandatário atual. O esquema começou em 2015 e, dos investigados até aqui, só servidores aparecem na lista. Quem buscou fazer uso político do caso, no mínimo, agiu de má-fé.
Peso dos 60+
Pela primeira vez na história, a faixa de eleitores entre 60 e 69 anos superou a de 16 a 24 anos no eleitorado brasileiro. São 12,6% contra 12,3%, segundo o TSE. Detalhe que deve beneficiar Lula (PT), que ainda domina o imaginário popular dos mais velhos, e complicar a vida de Renan Santos (Missão), que apostou todas as fichas nos mais jovens.
Túnel ‘Tempo Novo’
Em Goiás, mais de 1 milhão de eleitores têm 60 anos ou mais, um contingente maior que todo o colégio eleitoral de Goiânia e que já soma 21,4% dos votantes do Estado. Detalhe que ajuda Marconi Perillo (PSDB), com lembranças do tempo novo, e vira dor de cabeça para Daniel Vilela (MDB), que ainda é tratado como “menino” pela terceira idade goiana.
Desafio de Daniel
A pouca idade tem sido um desafio para Daniel Vilela (MDB) atrair os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), afinal, enquanto o ex-governador disputava a Presidência da República em 1989, Daniel ainda comemorava seu aniversário de 6 anos na companhia de bolo e vela.
Passos de Ana Paula – A vice na chapa de Wilder Morais (PL), Ana Paula Rezende (PL), tem feito inúmeras visitas na Região Noroeste de Goiânia, antigo reduto político de seu pai, Iris Rezende. A recepção tem sido calorosa e repleta de depoimentos elogiosos.
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