“Devir quilomba” reúne histórias de mulheres quilombolas
Em Devir quilomba: antirracismo, afeto e política nas práticas de mulheres quilombolas, Mariléa de Almeida parte das experiências de mulheres quilombolas do Rio de Janeiro para mostrar como cuidado, memória e afeto também sustentam formas de resistência política. Ao acompanhar biografias, relações comunitárias e projetos coletivos, a autora desloca o olhar sobre os quilombos e evidencia que a defesa do território não se constrói apenas pelo enfrentamento direto, mas também pela criação de espaços seguros, pela preservação de saberes e pela reconstrução de vínculos.
O livro aproxima pesquisa histórica e escuta sensível para compreender como essas mulheres mantêm vivas suas comunidades e elaboram respostas às violências sofridas por seus corpos, suas histórias e seus modos de vida. Nesse percurso, o afeto aparece não apenas como tema, mas como parte do próprio método de investigação.
A autora
Mariléa de Almeida nasceu em 1973, na cidade de Vassouras (RJ). Doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sua tese recebeu, em 2020, menção honrosa no Prêmio de Teses Ecléa Bosi, promovido pela Associação Brasileira de História Oral. Em 2015, realizou doutorado sanduíche na Universidade Columbia, em Nova York, sobre os feminismos negros estadunidenses (1980-1990). Escritora das encruzilhadas, seus textos mesclam história, literatura, filosofia.
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