Direita ainda não tem candidato forte o bastante para bater Lula
As mais recentes pesquisas mostram o presidente Lula (PT) com uma margem pequena de vantagem em relação a Jair Bolsonaro (PL), que está preso e inelegível. Na mesma toada de empate, segue seu filho, ungido porta-voz político do bolsonarismo, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e, eventualmente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Um pouco mais distante, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), que, se não for abraçado pelo bolsonarismo, será um “voo de galinha”, ou seja, curto. Para os politólogos de plantão, Lula é favorito, mas sua situação política não é nada confortável e um pequeno escorregão pode naufragar no 2º turno. Esses senhores da ciência política são mais ou menos consensuais no quesito “falta ao campo da direita e centro um candidato que mobilize as massas além do bolsonarismo”.
O nome que mais aglutina forças dentro do espectro conservador, centro, direita e do andar de cima da elite financeira ainda é o de Tarcísio de Freitas (REP), mas ele resiste em atropelar o criador Jair Bolsonaro. É justamente esse impasse que trava o avanço da oposição a Lula na conquista de corações e mentes, notadamente dos 31 milhões de brasileiros que deixaram de votar em 2022. Um recorde de abstenção, grupo que as pesquisas identificam como os “nem Lula ou Bolsonaro”, no caso qualquer representante dos dois.
Ninguém, até agora, admite que Lula é favorito, nem mesmo o “mago da propaganda oficial”, comandante em chefe da Secretaria de Comunicação (Secom), Sidônio Palmeira. Todos ao entorno do presidente não fazem segredo que será a eleição mais difícil que Lula já disputou. O País está dividido e o esforço das benesses do governo, por meio de transferência de renda, bateu no teto. A sorte de Lula é que a direita ainda não encontrou o candidato certo para unir direita, centro-direita, conservadores e o bolsonarismo em um único nome.
Marconi resgata o Marconi de 1998
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) é uma liderança obstinada e determinada na conquista de seus objetivos. Essa característica foi revelada em 1998 quando, contra todas as adversidades, enfrentou uma campanha para governador que ninguém acreditava ser possível vencer. Agora, resgata o Marconi do passado e busca vencer novamente as adversidades políticas. Enquanto a maioria dos líderes estão em descanso com as famílias, ele dedicou apenas os dias 24 e 25 para confraternizar.
De volta à agenda
Na véspera do Natal, cumpriu agenda em Jataí, onde se reuniu com várias lideranças da cidade. Entre elas, pastores, empresários do agro, comerciantes e ainda sobrou tempo para um alô ao prefeito Geneilton Assis (PL). Na sequência, foi a Quirinópolis, onde almoçou com lideranças e fez várias visitas com os mesmos segmentos que teve conversa em Jataí. Nesta sexta-feira (26), recebeu lideranças políticas no diretório do partido em Goiânia, depois seguiu para Teresópolis e encerrou o dia em Uruana, terra da melancia.
Em espera
O Centrão segue em silêncio sobre a carta de Bolsonaro (PL) que indica Flávio (PL) como pré-candidato a presidente. O bloco deve ficar em compasso de espera pelo menos até o Carnaval, quando novas pesquisas dirão se o senador reduziu a rejeição, hoje maior que a de Lula (PT) em alguns levantamentos.
Cenário indefinido
Diante de um cenário eleitoral ainda indefinido, o Centrão se divide em duas frentes: de um lado, o União Brasil indica Gustavo Feliciano para o Turismo e aprofunda a adesão ao governo Lula; de outro, Gilberto Kassab (PSD) articula uma chapa Ratinho Jr. (PSD)-Romeu Zema (Novo), fora da polarização.
Briga de aliados
A crise entre a Prefeitura de Goiânia e o Governo de Goiás sobre as mudanças na CMTC subiu no telhado com as trocas de farpas entre Sandro Mabel (UB) e o secretário da Secretaria-Geral do Governo, Adriano Rocha Lima. Ao afirmar que Caiado “não anda” na cidade, Mabel dá munição para a oposição atacar Daniel Vilela (MDB), que apoiou ambos e agora vê a base tensionada justamente no maior colégio eleitoral do Estado.
Sem controle – O goiano e procurador da República Hélio Telho publicou em sua conta no ‘X’ (antigo Twitter) “que Xande (Alexandre de Morais) virou um incômodo muito grande para o establishment, porque [ficou] poderoso demais e sem qualquer controle”.