Direita busca ‘acordão’ para eleger Tarcísio e salvar Bolsonaro
Pela profusão de notícias que circulam nas redes sociais e nos jornais, a pré-candidatura a presidente da República de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já bateu no teto. Sem o apoio da direita e do centro, dificilmente Flávio vai conseguir votos suficientes para vencer o presidente Lula da Silva (PT). Esses dois espectros políticos que não se animam com um Bolsonaro candidato presidencial têm como ativo eleitoral mais de 80% das prefeituras nos 5.568 municípios brasileiros. Pode parecer um paradoxo, já que as pesquisas apontam Lula como favorito, mas sinaliza que, mesmo tendo poucas prefeituras, a esquerda domina as massas.
É por esse ponto nevrálgico que a direita e o centro, representados pelas legendas PSD, MDB, PP, União Brasil, Solidariedade, Podemos, entre outros menos cotados, insistem no nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para a Presidência da República. O desafio é ‘amolecer’ o coração do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso, mas dá as cartas a quem o bolsonarismo deve apoiar. Mas na política, nada é estático e definitivo. A direita e o centro veem a possibilidade de formar uma chapa com Michelle Bolsonaro (PL) na vice e Tarcísio presidente. Essa chapa seria o melhor caminho para derrotar Lula e salvar Bolsonaro de uma morte na prisão.
Essa ‘janela’ de esperança está em gestação com o Centrão, partidos de direita e os donos do dinheiro que habitam a Faria Lima, em São Paulo. Nesse arranjo, a família Bolsonaro garantiria espaço relevante no poder, com Michelle na vice, Flávio no Senado pelo Rio de Janeiro e Carlos Bolsonaro por Santa Catarina. Gilberto Kassab, por sua vez, realizaria o sonho de contar com o apoio simultâneo de Tarcísio e de Bolsonaro na disputa pelo Governo de São Paulo. Enquanto no Distrito Federal, a ausência de Michelle abriria espaço para Izalci disputar o governo e Bia Kicis o Senado. Delírio na análise? Talvez, mas na atual quadra da vida brasileira, tudo é possível. (Colaborou Bruno Costa)
Caiado segue no jogo
O governador goiano e pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (União Brasil), é um cristão, conservador de direita e extremamente legalista. Sua obstinação em buscar conquistar objetivos lembra os cruzados movidos pela fé, coragem e destreza no combate. Em 1989, quando disputou a Presidência da República e não foi para o segundo turno, em entrevista aos jornalistas, cunhou sua personalidade de homem público ao citar o versículo 2 Timóteo 4:7: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”. Passados 35 anos, a fé que move Caiado continua a mesma, portanto, ele vai estar na corrida presidencial até onde for possível.
Bia preocupada
A deputada federal Bia Kicis (PL) caminha para ser a parlamentar mais importante da legenda no Distrito Federal, isto porque, caso haja uma migração em massa para a candidatura a governador de José Roberto Arruda (PSD) oriunda do PL, Bia será a chave de conexão com o eleitorado bolsonarista. Segundo pessoas próximas a ela, essa preocupação foi levada ao pré-candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro.
Dilema no PL
Bia Kicis como candidata ao Senado desfalca a nominata de deputados federais, principalmente se houver uma debandada para a base de José Roberto Arruda (PSD). Sem uma candidatura própria a governador, a chapa para deputados federais e distritais fica esvaziada. O apoio de Michelle Bolsonaro à pré-candidatura de Celina Leão (PP) terá um custo para o PL em termos de deputados federais. Na eleição passada, foram eleitos dois deputados federais e quatro distritais. E agora?
Nem tanto, Bruno!
A independência política buscada pelo Deputado Bruno Peixoto à frente da federação PRD/Solidariedade tende a ser limitada. A aliança continuará sob influência do governador Ronaldo Caiado, que pode, inclusive, abrigar sua candidatura presidencial caso o União Brasil recuse a empreitada.
Disputa no Jóquei
O Jóquei Clube de Goiás realiza na próxima segunda-feira (19) eleições para a escolha de uma nova diretoria. O pleito acontece em um momento considerado decisivo para o futuro da instituição, que faz parte da história social, esportiva e cultural de Goiânia. Entre as chapas que disputam a eleição está a Chapa Novo Jóquei, encabeçada pela advogada Nívea Cristina Ribeiro de Paula. O grupo reúne 33 integrantes entre diretoria e conselhos, incluindo associados com longa trajetória no clube, como ex-presidentes, ex-diretores e conselheiros.
Poder de atração política – Dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Partidário para este ano, 49,58% serão destinados ao PP, União (federação União Progressista), PL e PT. Esta dinheirama toda é o principal atrativo eleitoral dessas legendas.