sexta-feira, 17 de abril de 2026

Disputa presidencial influencia cada vez mais a eleição regional

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 3 de março de 2026
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Ilustração: Takeshi Gondo

Poucas vezes se viu uma disputa presidencial influenciar tanto o debate eleitoral nos Estados como agora. Não é mais uma polarização entre lulopetismo contra bolsonarismo e vice-versa, mas o avanço da direita e centro-direita contra o PT, sobretudo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A impressão que se tem é que a fórmula do “Lula Lá” caiu em desuso e não consegue se reinventar. Por mais que Lula e associados de esquerda tentem convencer o cidadão-eleitor de que ele merece mais quatro anos à frente dos interesses dos brasileiros, as pesquisas mostram uma estagnação e ligeira queda na intenção de votos.

Numa inversão do esgarçamento político-administrativo de Lula, o seu principal oponente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), navega em águas calmas e vento a favor. É o que mostram as pesquisas registradas e as de avaliação interna do PL. Para especialistas mais à centro-direita, Lula esgotou a fórmula de “encantar a população de baixa renda” e não anima a classe média. Esse ‘teto eleitoral’ é frágil para vencer a eleição e, por isso, os magos do lulopetismo miram nas alianças regionais, principalmente onde o bolsonarismo é mais proficiente.

Esse deslocamento do debate político nacional diminui muito os embates paroquiais e os pré-candidatos a governador, senador, deputados federais e estaduais centram mais na polarização nacional que na regional. Em Goiás, a disputa entre o grupo do governador Ronaldo Caiado (PSD) e do senador Wilder Morais (PL), pré-candidato a governador, está polarizada. Embora seja um embate local, Flávio Bolsonaro sabe que o bolsonarismo é atuante e antipetista. Por isso, rejeita uma aliança com o pré-candidato a governador da base caiadista, Daniel Vilela (MDB). A desconfiança é devido a um provável segundo turno entre o governista e Wilder. Nesse caso, a tendência é o PT apoiar o emedebista Daniel Vilela.

Três candidatos e uma vaga
A ida de Zacharias Calil (ex-União Brasil) para o MDB sinaliza que a base caiadista apostará em candidaturas ao Senado em cada um dos partidos sobre influência de Ronaldo Caiado (PSD). O problema é que só sobra uma vaga, pois a favorita no primeiro voto é Gracinha Caiado (UB). Resta saber se Vanderlan Cardoso (PSD), que disputa a reeleição, engolirá a estratégia ou se caminhará com Wilder Morais (PL), mirando uma possível posse de Isaura Cardoso (PL) no Senado.

Deu ruim
A federação entre União Brasil e PP recuou da sigla “UP” após alerta da área técnica do TSE: já existe a Unidade Popular, partido de esquerda. A aliança, que no percurso já deixou nomes pelo caminho, como o do governador Ronaldo Caiado, agora tropeça no cartório antes mesmo de nascer.

PDT à míngua
O PDT está apreensivo com a cláusula de barreira. O partido está no limite e depende de uma recuperação eleitoral consistente para sobreviver. Nos bastidores, dirigentes reconhecem que disputas internas, a dificuldade de renovar o discurso e a concorrência com outras legendas da centro-esquerda agravaram o cenário.

Maria da Penha
Teve início nesta segunda-feira (2) a largada do projeto Lei Maria da Penha, que vai percorrer cerca de 3,5 mil quilômetros no Estado. A gestora do projeto, Manuela Barbosa, vai distribuir mais de 20 mil gibis educativos para conscientizar crianças e educadores para reforçar o debate sobre a violência contra a mulher.

Diretório SD e PRD
A Federação Solidariedade e PRD abriu o primeiro diretório metropolitano de Goiás. Foram empossados como presidentes municipais Washington Alves, representando o PRD, e Rafael Silveira, pelo Solidariedade. Estiveram presentes o presidente estadual do Solidariedade, Denes Pereira, e várias lideranças dos dois partidos no Estado.

Lá vem bomba! – Tramita na Câmara dos Deputados Projeto de Lei que empurra mais um custo adicional aos carros zero quilômetro: colete de segurança retrorrefletivo na lista de equipamentos obrigatórios, de autoria do deputado Defensor Stélio Dener (REP-PR).

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