Dívidas dos Estados crescem 3x mais que da União e moem programa social

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 19 de fevereiro de 2026
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Foto: José Cruz/ABr

No fim do mês passado, três órgãos federais divulgaram notícias péssimas sobre o dinheiro do contribuinte, que é quem paga as contas todas.

No fim do mês passado, três órgãos federais divulgaram notícias péssimas sobre o dinheiro do contribuinte, que é quem paga as contas todas. O Banco Central informou que a Dívida Líquida do Setor Público chegou a 65,3% do PIB (R$ 8,3 trilhões) em 2025. Aumentaço de 4 pontos percentuais em apenas 12 meses. A Agência Brasil/EBC divulgou que “o forte volume de juros, somado às emissões de títulos públicos, fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em 2025”. O Tesouro Nacional publicou que “a DPF encerrou o ano passado em R$ 8,635 trilhões, alta de 18% em relação aos R$ 7,316 trilhões registrados no fim de 2024”. Apenas com juros foram R$ 879,9 bilhões em 2025, pois “o Tesouro emitiu R$ 439,06 bilhões a mais do que resgatou”.

Só que a FGV disse ao jornal Valor que os governos estaduais se endividam com três vezes mais rapidez que a União. Por ano, os Estados aumentam seus débitos em R$ 500 bilhões. Tem sido nesse ritmo desde 2019. O Governo Federal subiu as suas em R$ 140 bilhões/ano. O jornal ouviu a ex-secretária de Economia em Goiás, Cristiane Schmidt, que lecionou: “Responsabilidade fiscal precede responsabilidade social. Ninguém consegue fazer programas sociais de médio e longo prazo se não tiver ajuste fiscal”. O goiano foi feito.

Significa que a doação via programas sociais se dilui nas perdas que os mesmos beneficiários sofrem quando compram a prazo, pois as taxas engolem mais que os trocados que caem via bolsas. Como quase 50% de tudo que se consome é imposto, o governo dá com uma mão e toma com as duas. Ou faz assim, cruel desse jeito, ou as contas não fecham – como não têm fechado. (Especial para O HOJE)

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