sábado, 19 de setembro de 2026

Eleito, Bruno Peixoto passa a ser uma ameaça para Mabel em 2028

Wilson Silvestrepor em
Eleito, Bruno Peixoto passa a ser uma ameaça para Mabel em 2028
Fábio virou político e pastor ainda jovem, levado pelo pai, o apóstolo César Augusto, que tem uma rede de igrejas, a Fonte da Vida, e um império de comunicação, a Rede Fonte, com emissoras de TV e de rádio Ilustração: Takeshi Gondo

Em Goiânia, o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) não esconde a vontade de ver Bruno Peixoto (União Brasil) longe do Paço Municipal, com destino a Brasília, de preferência, com passagem só de ida. A sede de poder dos Peixoto, porém, não deve ser saciada em Brasília. Se Mabel não conseguir melhorar seu capital político junto aos goianienses, em 2028, o que não vão faltar serão candidatos a desbancá-lo. Esse é um cálculo político que deve fazer parte da contabilidade dos aliados de Mabel. Se a votação de Daniel Vilela (MDB) ao Governo de Goiás ficar aquém do esperado, será inevitável o ocaso de Mabel.

Embora Bruno seja um raro caso de candidato que sobe de cargo, sendo eleito, mas encolhe na relevância. Na Câmara Federal, será apenas um parlamentar do baixo clero, perdido no meio dos 513 deputados, bem distante do poder que detém hoje como presidente do Legislativo estadual. Assim que ele perceber que sua influência não ultrapassa a cota de seus colegas, seu olhar vai estar focado na cadeira de prefeito da capital Goiânia. Seu histórico político e de desejos está adormecido, não morto. Acrescenta-se à lista o fato de Bruno ser presidente regional do União Brasil, portanto, com poderes para vetar Mabel candidato à reeleição.

Nunca é exagero acrescentar no currículo do presidente da Alego que ele fez tudo que era possível para ser ungido candidato a prefeito de Goiânia pela base caiadista. Foi preterido pelo então governador Ronaldo Caiado, hoje no PSD, que resgatou Sandro Mabel. Bruno engoliu à seco, mas não digeriu e, caso as pesquisas confirmem, será o mais votado para deputado federal. Portanto, em 2028, seu caminho natural será disputar a Prefeitura de Goiânia. Isto porque vai estar no meio do mandato e, caso perca a disputa, continuará na Câmara Federal.

Marconi na Grande Goiânia

Depois de percorrer 80% dos municípios goianos nos últimos meses, o candidato a governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), concentra suas carreatas nas cidades da Região Metropolitana de Goiânia. Nesta sexta-feira (18), esteve na Região Noroeste da Capital, Goianira e Trindade, onde reafirmou o compromisso de “levar investimentos e qualidade de vida para todos os goianos”.

Aliados unidos

Marconi estava acompanhado pela candidata a vice e empresária do agro, Jacqueline Zaiden (PSDB), candidatos a deputado estadual e federal, além dos dois postulantes ao Senado pela coligação “Goiás Pode Muito Mais”: Ernesto Roller (PSDB) e Iure de Castro (Cidadania).

Corredores econômicos

A Região Noroeste de Goiânia, Goianira e Trindade formam um dos corredores econômicos e demográficos mais importantes do Estado. Marconi tem frisado que a Região Metropolitana de Goiânia recebeu um grande volume de investimentos em seus governos que transformaram a realidade econômica e social desses municípios.

Wilder no interior

Neste final de semana, Wilder Morais (PL) pôs o pé na estrada. Nesta sexta-feira (18), esteve em Morrinhos, ao lado do prefeito Maycllyn Carreiro (PL). Hoje (19), a agenda é em Jataí, com o prefeito Geneilton Assis (PL), de onde segue para Portelândia, da prefeita Marly Rezende (PL). A ideia é converter o prestígio dos aliados em votos na disputa pelo governo.

Giro de Daniel

O governador Daniel Vilela (MDB) aproveita este fim de semana para cumprir sua agenda de candidato à reeleição. Durante a semana, ele só pode fazer campanha a partir das 18h, por isso, aproveita o sábado e domingo para carreatas e contatos com a população. Neste sábado (19), Daniel começa às 6h da manhã em Goiânia e segue para Anápolis, Abadiânia, Alexânia e encerra a carreata em Aparecida.

União para 1º turno – Interlocutores de Flávio Bolsonaro (PL) têm procurado as campanhas de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) para articular uma frente ampla na reta final, com o objetivo de vencer Lula (PT) ainda no primeiro turno.

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