Em 95 dias, Daniel perdeu quase metade da aprovação de Caiado

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 11 de julho de 2026 às 08:56
Daniel
Foto: Divulgação

Ronaldo Caiado (PSD) e Daniel Vilela (MDB) são diferentes em tudo. Suas origens estão fincadas em polos distintos da política, Caiado na direita (seu primo Leonino Caiado virou governador por indicação dos militares) e Daniel na esquerda (seu pai, Maguito Vilela, ocupou cargo no Governo Lula antes de ser prefeito de Aparecida com o PT de vice). Ronaldo disputou a 1º eleição aos 40 anos, idade na qual Daniel, além de ter perdido o governo para o próprio Caiado e se tornado seu vice, já havia sido vereador, deputado estadual e federal e integrante da equipe de Rogério Cruz na Prefeitura de Goiânia.

 

Caiado não quis Daniel em secretarias nem lhe atribuiu qualquer função. Daniel nunca havia trabalhado, à exceção de pouco tempo com Rogério Cruz, e Caiado rejeitou dar seu 1º emprego. Por isso, a pesquisa Paraná que circulou nesta semana tem um dado assombroso: Daniel já perdeu 50% da popularidade que Caiado deixou de herança. Para ao menos empatar com o antecessor e não ser prejudicado nas urnas em que tenta a reeleição, Daniel teria de subir a aprovação de seu governo em 68%. Caiado obteve nesta década sempre de 80% a mais de 90%. Daniel está com 54,1%, sendo apenas 14,1% de ótimo.

 

O que Caiado conquistou de 1º de janeiro de 2019 a 31 de março deste ano, Daniel perdeu em 95 dias, de 1º de abril a 5 de julho. Não se pode dizer que os adversários de Daniel tenham encomendado o levantamento para o prejudicar, pois o Governo de Goiás é amicíssimo do instituto. A pesquisa foi registrada no TSE com o nº GO-01366/2026

 

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