terça-feira, 7 de abril de 2026

Em base política maior, sempre haverá insatisfeito com a chapa

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 7 de abril de 2026
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Ilustração: Takeshi Gondo

Encerrada a janela partidária, o desafio do governador Daniel Vilela (MDB) muda de natureza. Sai a fase de montagem das nominatas e começa a tarefa mais delicada: administrar a insatisfação de pré-candidatos que não se sentiram contemplados. Nos bastidores, há nomes que, na reta final, perceberam que entraram na chapa mais como escada do que como protagonistas. Outros sequer conseguiram viabilizar mudanças de rota. É o caso de Magda Mofatto, que até o último dia tentou migrar para o PSD, mas acabou tendo que permanecer no PL.

Lucas Calil também ficou pelo caminho. Contava em ser puxado por Bruno Peixoto na federação PRD-Solidariedade, mas, com o retorno de última hora do presidente da Assembleia Legislativa (Alego) ao União Brasil, viu a estratégia, que estava sendo montada a meses, desmoronar. Agora terá que ampliar sua votação de cerca de 70 mil para algo próximo de 100 mil votos para garantir uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O caso mais sensível, porém, envolve o Avante. A legenda apostava na eleição do presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo, para deputado estadual. Só que, sem o apoio do governo, a chapa virou água. O descontentamento foi tamanho que o presidente do partido, Thialu Guiotti, afirmou que a sigla irá rediscutir o apoio à reeleição de Daniel. Policarpo, por sua vez, que de bobo não tem nada, vendo a canoa furada em que estava, deixou a base no último segundo e se filiou ao Cidadania, partido que apoia a pré-candidatura de Marconi Perillo (PSDB) ao governo.

Agora, com a janela fechada e as chapas montadas, o desafio de Daniel é administrar as fraturas que ficaram abertas, caso contrário, haverá ranger de dentes na base que dá sustentação à sua candidatura. Acrescenta-se o perigo de ter alguns insatisfeitos a bater às portas de Marconi Perillo ou de Wilder Morais.

Leandro Vilela perde seis auxiliares
Não é nenhuma surpresa em ano eleitoral gestores públicos deixarem seus cargos para disputar algum cargo eletivo. No entanto, não deixa de provocar desaceleração no ritmo de trabalho na equipe. Mas, no caso do prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela (MDB), essa lacuna não vai representar perda na continuidade da gestão e muito menos diminuir as entregas de programas com a população. Com a saída de seis secretários da gestão, Leandro dedicou, nesta segunda-feira (6), boa parte do dia em articulações políticas em busca de substitutos.

Novos desafios
Desde o dia 1° de abril, os secretários Willian Panda, Vanilson Bueno e João Pedro Almeida saíram para disputar vaga de deputado estadual. Mayara Mendanha deixou o cargo de secretária de Assistência Social alegando que vai caminhar ao lado do marido, Gustavo Mendanha (PRD), que tem pretensão de fazer parte da chapa majoritária do governador Daniel Vilela. Enquanto o secretário municipal de Segurança Pública, Marco Aurélio Godinho, assumiu a Casa Militar no Estado e Wesley Almas voltou à iniciativa privada.

De volta ao Entorno
Como já havia feito antes, o pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (PSD), repete a trilha de suas duas campanhas vitoriosas no primeiro turno para governador: iniciar pelo Entorno do Distrito Federal. No dia 11 de abril, ele, o pré-candidato a reeleição ao governo, Daniel Vilela (MDB), e os senatoriáveis Gracinha Caiado (UB), Zacharias Calil (MDB), Vanderlan Cardoso (PSD) e Alexandre Baldy (PP) farão grande encontro de lideranças em Luziânia.

Mobiliza na área
Entre os partidos nanicos, o Mobiliza foi o que teve o melhor desempenho em Goiás. Na reta final, a legenda filiou o grupo de ex-prefeitos e ex-deputados que busca uma vaga na Assembleia Legislativa. Entre os nomes, temos Daniel Messac, Simeyzon Silveira, Zé da Imperial, Sérgio Bravo e Gil Tavares.

Debandada – O escândalo do Banco Master, que atingiu dirigentes da União Progressista, abriu espaço para a migração em massa de parlamentares para o PL. Destaque para Mendonça Filho, que após quatro décadas na legenda, foi para o partido de Jair Bolsonaro.

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