Em campanha, campeonato de honestidade acaba zero a zero
Em Goiás e no Distrito Federal, os escritórios do ódio estão a todo vapor. No caso de Brasília, quem mais apanha é o ex-governador José Roberto Arruda (PSD); dos goianos, Marconi Perillo (PSDB). A rigor, falta político com a ficha e a consciência limpas para apontar ferida alheia sem apodrecer o dedo. Marconi aprontou muito, mas o episódio que o deteve durante algumas horas na Polícia Federal foi perseguição braba, que se acentuou a poucos dias da eleição e lhe custou a vaga de senador, em 2018, quando foram eleitos Vanderlan Cardoso (PSD) e Jorge Kajuru (PSB).
Todas as chapas de governadoriáveis com alguma chance de ganhar, em GO e DF, têm alguma vítima da Operação Lava Jato ou de procuradores que buscavam eleger seus amigos. Os dois maiores líderes do Brasil, Lula e Jair Bolsonaro, chegaram à cadeia por circunstâncias diversas de seus períodos na presidência – os rolos do petista para comprar o sítio e o triplex na praia teriam ocorrido quando já estava fora do Palácio do Planalto. Bolsonaro, em prisão domiciliar, sequer receber o filho, por ser a única maneira de ele não voltar ao cargo. Certos ou errados, Jair e Luiz Inácio deveriam estar disputando a eleição eles mesmos, se o Judiciário que decretou a prisão de Marconi não tivesse sido acionado para conter um inimigo do governo.
Portanto, sem importar esquerda ou direita, resta-lhes fazer o que o Supremo Tribunal Federal ainda permite. Já que demonstram vazio de propostas, apelam a videozinhos fofos e uma campanha água com açúcar, que se não matar de tédio, mata de diabetes. (Especial para O HOJE)
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