Em “Um Dia Todos Dirão Terem Sido Contra”, Omar El Akkad questiona valores do Ocidente
Livro vencedor do National Book Award mistura memória, ensaio e reflexão política a partir da guerra em Gaza
Em Um Dia Todos Dirão Terem Sido Contra, Omar El Akkad transforma uma ruptura pessoal em matéria literária. O escritor e jornalista parte da guerra em Gaza para examinar a distância entre os valores que as democracias ocidentais dizem defender e aquilo que, na visão dele, aceitam quando esses princípios são colocados à prova. Vencedor do National Book Award de não ficção em 2025, o livro combina lembranças pessoais, experiência jornalística e análise política. Markdown colado
Nascido no Egito, criado no Catar e levado ainda adolescente para o Canadá, El Akkad recupera episódios da infância, da imigração e do período em que trabalhou como correspondente no Afeganistão e no Iraque. Essas memórias aparecem entrelaçadas a reflexões sobre guerra, racismo, direitos humanos e a forma como árabes, muçulmanos, imigrantes e refugiados são vistos nas sociedades ocidentais. Markdown colado
O título nasceu de uma publicação feita pelo autor em 25 de outubro de 2023, poucas semanas após o início dos bombardeios em Gaza: “Um dia, quando for seguro, quando não houver mais consequências pessoais em chamar as coisas pelo nome, quando for tarde demais para responsabilizar alguém, todos terão sempre sido contra isso.” A postagem ultrapassou 10 milhões de visualizações. Markdown colado
Publicado no Brasil pela WMF Martins Fontes, com tradução de Rodrigo Neves, o livro tem 204 páginas. Markdown colado El Akkad escreve para registrar o presente antes que ele seja reorganizado pela memória. O incômodo que permanece é justamente esse: não apenas como este tempo será lembrado, mas o que cada um escolhe enxergar enquanto ele ainda está acontecendo.
O autor

Omar El Akkad nasceu no Cairo, Egito, e cresceu em Doha, Catar, antes de se mudar para o Canadá. Trabalhou como jornalista no The Globe and Mail, e sua cobertura de um plano terrorista em 2006 lhe rendeu o Prêmio Nacional de Jornalismo Investigativo. Seus outros trabalhos jornalísticos incluem reportagens sobre a guerra liderada pela OTAN no Afeganistão, os julgamentos militares em Guantánamo, a Primavera Árabe no Egito e o movimento Black Lives Matter em Ferguson, Missouri. Ele também recebeu o Prêmio Memorial Goff Penny para Jovens Jornalistas, além de três menções honrosas do Prêmio Nacional de Revistas. É formado pela Queen’s University. Atualmente, vive com a esposa em uma área arborizada ao sul de Portland, Oregon.
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