terça-feira, 21 de julho de 2026

Entorno acorda e quer protagonismo político além de ‘tapinha nas costas’

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 21 de julho de 2026 às 10:37
Entorno acorda e quer protagonismo político além de ‘tapinha nas costas’
Ilustração: Takeshi Gondo

Até então, a região estava meio esquecida e seus principais líderes tocando a vida

 

A corrida pela vice de Daniel Vilela (MDB) segue em aberto e deve ganhar mais um capítulo com a entrada do Entorno do Distrito Federal. Até então, a região estava meio esquecida e seus principais líderes tocando a vida. Mas com a possibilidade de haver um ‘racha’ na base de Daniel Vilela (MDB) caso o ex-senador Luiz do Carmo ou o ex-presidente da Faeg, José Mário Schreiner, ambos do PSD, seja escolhido vice na chapa governista, o Entorno voltou a ser lembrado. Com a convenção da base de Daniel marcada para 5 de agosto, o prazo é curto, mas as lideranças do Entorno não estão dispostas a assistir de camarote.

Mesmo com o favoritismo de José Mário e Luiz do Carmo, lideranças do Entorno dizem acreditar que ainda dá tempo de emplacar um nome na vice. São aproximadamente 600 mil eleitores nos dez municípios que fazem divisa com o Distrito Federal ou mais de 1 milhão nos municípios que compõem a Ride. Existe ainda uma leitura mais fina nos bastidores. A de que Daniel pode terminar optando por um nome do Entorno justamente para evitar desgaste na base. Desde a eleição para o segundo mandato do então governador Ronaldo Caiado, hoje no PSD, que se busca um nome da região para ser apresentado a Daniel. O fato é que o Entorno acordou e descobre que pertence a Goiás e quer ter protagonismo político, não “só fornecer votos”.

O problema é que tem bons nomes, como os dos prefeitos de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil), e de Novo Gama, Carlinhos do Mangão, mas este último tem um problema: é filiado ao PL. Além deles, o ex-prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró, ou o deputado federal Célio Silveira, os dois do MDB. Como se vê, mais uma vez o Entorno deve ficar fora na escolha do vice de Daniel. Diante dessa impossibilidade, caso os governistas vençam a disputa ao Executivo goiano, a região vai lutar para ter uma supersecretaria com estrutura e orçamento de verdade. Nada parecido com a Secretaria do Entorno, “criada pelo ex-governador Ronaldo Caiado, que era mais para efeito de propaganda”, reclama um prefeito.

Batedores de bumbo a favor e contra
Pelas manifestações elogiosas e críticas sobre a nota principal da Xadrez publicada nesta segunda-feira (20), o bater de bumbo a favor e contra devido à análise da pesquisa Veritá é um bom termômetro do que vem por aí até 4 de outubro. Divulgada na sexta-feira (17), a pesquisa Veritá projeta o senador Wilder Morais (PL), pré-candidato ao Governo de Goiás, em empate técnico no segundo turno com Daniel Vilela (MDB). Aliados de Marconi Perillo (PSDB) contestam a pesquisa, bem como do MDB. Mas o fato é que pesquisa é um ‘corte’ do momento. Pode ser que o cenário hoje não seja o mesmo amanhã, mas Wilder mostrou que “não joga parado”. No entanto, houve muitas manifestações sobre o desempenho de Wilder.

Diego e Mendanha
Em conversa com a coluna nesta segunda-feira (20), o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil), explicou sobre a notícia de que ele vai coordenar a campanha para senador de Gustavo Mendanha (PRD) no Entorno. “Eu tenho um compromisso com a ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), que me ajudou muito na área social e trabalho pela sua eleição ao Senado. Tinha também compromisso com Alexandre Baldy (PP). Mas, com a desistência dele em concorrer e ter optado pela primeira suplência de Gracinha, estou livre para ajudar no segundo voto”, pontua Sorgatto.

Apoios de peso
Na reunião que promoveu com Gustavo Mendanha e lideranças de Luziânia, nomes de peso, como o deputado estadual Wilde Cambão (PSD), vereadores e lideranças de municípios vizinhos, marcaram presença. Um senhor reforço para Mendanha.

Palanque eletrônico
Flávio Bolsonaro (PL) corre risco de ter 20% menos tempo de TV do que Lula (PT) se não receber o apoio do Centrão, detalhe nada desimportante, pois mesmo com o crescimento das redes, a TV ainda é o principal meio de informação dos eleitores que ganham até dois salários-mínimos, faixa de renda em que o petista é o favorito.

PP faz falta
Com a União Progressista (UB-PP) decidida a ficar neutra na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro corre contra o tempo para reverter a liderança de Lula na televisão e no rádio. A última esperança é uma coligação com o Republicanos, que lhe daria uma pequena vantagem sobre o petista.

Um pouco de História – Ninguém foi para a rua comemorar, mas o brasileiro também tem seu pedacinho no bicampeonato espanhol. Entre 1580 e 1640, o Brasil foi parte do Império Espanhol, período em que o rei de Portugal era também o Rei da Espanha.

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