Esta eleição pode ser o fim do ciclo do bolsonarismo e do PT
A eleição presidencial de 2026 vai redefinir o Brasil das próximas duas décadas. Pode até parecer apenas força de expressão, mas pode representar o fim de um ciclo que começou em 2002. Quem conhece história sabe que a política se move em ciclos.
Isso porque, numa democracia, liberdade e igualdade não convivem em paz. São princípios naturalmente tensionados. E o eleitor, por meio do voto, decide. Numa hora, a demanda é por igualdade e proteção estatal. Noutra, a urgência é por liberdade para empreender e fazer dinheiro. Exagerou na liberdade? O eleitor puxa para a igualdade. Mergulhou no igualitarismo? Nasce o clamor por liberdade.
Nos Estados Unidos, isso se resolve na alternância entre democratas e republicanos. No Brasil, ocorre pela alternância provocada pela insatisfação com os governos. Foi nesse jogo de empurra-empurra que o país viveu as últimas décadas.
Com Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT), a prioridade foi redistribuir. Em 2018, com Jair Bolsonaro (PSL), o debate virou liberdade. Ali nasceu o novo ciclo, que ganhou corpo até desembocar em 2026.
Em 2018, veio a virada. Bolsonaro foi eleito com discurso de mais liberdade. Entregou? Não muito. A pandemia e a guerra na Ucrânia atrapalharam boa parte das promessas.
Quatro anos depois, Lula voltou. Venceu, mas não convenceu. Somados os votos de Bolsonaro, os votos brancos e nulos e as abstenções, quase dois terços do país não queriam aquele retorno.
Agora, desembocamos em 2026 como em um divisor de águas. Para os dois líderes nas pesquisas, perder é o fim da linha. Lula não terá idade, nem saúde, para tentar 2030. E o PT não tem ninguém de envergadura nacional para herdar o posto.
Já o bolsonarismo, tudo indica, não sobrevive a outra derrota. Com Bolsonaro preso e Flávio sem mandato, a rachadura já está desenhada. De um lado, os fiéis à família; do outro, os que vão buscar novos rostos à direita, como Nikolas Ferreira (PL) e Renan Santos (Missão).
Resta saber se, no fim, sobra Brasil para tanta ruptura.
Thiago Peixoto está de volta
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, a cada dia mostra que pretende colocar a capital do país nos trilhos e transformá-la em referência nacional na prestação de serviços e na gestão.
Depois de trazer um craque das finanças, Valdivino de Oliveira, para equilibrar as contas públicas, agora convida outro campeão de resultados. Trata-se de Thiago Peixoto, ex-secretário de Educação de Goiás na gestão de Marconi Perillo (PSDB).
Peixoto colocou a educação de Goiás no primeiro lugar no ranking do Ideb. A “Leoa” foca no essencial para a população: saúde, educação e segurança.
Thiago é pós-graduado pela Califórnia e mestre por Harvard. Ele tirou Goiás da 16ª posição para o primeiro lugar no ranking nacional durante o governo Marconi Perillo (2011-2014). Currículo não falta.
Daniel vidraça
Nada mais acertada a decisão de Daniel Vilela (MDB) de não comparecer ao primeiro debate da TV Sucesso/Band Goiás e da Rádio Sucesso FM.
À frente do governo, seria vidraça — e os demais concorrentes não perderiam a chance de jogar pedra.
Sebba favorito
Entre os favoritos do PSDB para deputado estadual, Gustavo Sebba, que disputa a reeleição, desponta como o mais votado da legenda.
Aliados e até dentro do tucanato, Sebba é visto como um político que conquistou o apoio de quase 40 municípios.
“Enquanto uns brigam entre si, Gustavo trabalha e ignora as futricas dos adversários”, diz seu pai, Jardel Sebba.
Cambão e Joscilene
Pesquisa recente realizada em Luziânia, base política do deputado Wilde Cambão (União Brasil), mostra o parlamentar entre os favoritos à reeleição.
Luziânia é o maior colégio eleitoral do Entorno, com 136.507 eleitores aptos a votar.
Da mesma forma, a pré-candidata a deputada estadual Joscilene Mangão (Agir) lidera disparada em Novo Gama, conforme pesquisas recentes.
Além de sua base política, Joscilene ampliou apoios em vários municípios.
Otimismo no PL — A cúpula do PL está otimista com Duda Lima na campanha de Flávio Bolsonaro (PL), as chances de vitória são maiores. O otimismo é sustentado pelos quatro pontos que separam Flávio de Lula (PT).
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