Estar em 1º nas pesquisas é bom, mas se cair não volta
Está chegando um momento da pré-campanha com muito apelo psicológico para o público em geral e a militância em particular. É aquele em que se acredita na vitória ou, no caso dos demais, na derrota iminente. Em Goiás, o governador Daniel Vilela (MDB), o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), o senador Wilder Morais (PL) e o representante do PT estão levando a campanha sem vigor. Quem lucra com isso? No momento, Daniel, que lidera a corrida. O que é bom e ruim. Bom porque aliados não traem. Ruim porque se perder a posição pode não recuperá-la.
Como as pesquisas até agora são desconfiáveis, fica impossível saber qual o índice real: a turma de Marconi e Daniel divulga que eles lideram, a de Wilder alega que os três estão empatados tecnicamente, os petistas dizem que quando lançar, o seu já vai pegar o eleitorado de Lula. O certo é que o 1º colocado não pode levar o X, ou seja, ir caindo enquanto outro vai subindo. Daí a importância do fim de maio e entrada de junho: se alguém que está atrás começar a subir agora de forma intermitente, fica difícil pará-lo.
Entram em cena as caixas de ressonância, as três regiões a partir das quais as notícias se espalham: a Grande Goiânia com Anápolis junto; o eixo do agro, que vai de Catalão a Mineiros, passando por Itumbiara, Caldas Novas, Rio Verde e Jataí; e o Entorno do Distrito Federal, com Águas Lindas, Luziânia, Valparaíso, Formosa, Cidade Ocidental e Novo Gama. São eleitorados distintos e ninguém os conquista ao mesmo tempo, daí a importância de se mover: Goiás é grande em todos os sentidos. Se não fizer pré-campanha, sinto muito. (Especial para O HOJE)