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sábado, 3 de janeiro de 2026
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Estratégia de risco: Marconi mira em Caiado para acertar em Daniel

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em 22 de setembro de 2025
Takeshi Gondo - Ilustrador
Takeshi Gondo - Ilustrador

Um conceito muito difundido pelos políticos tarimbados em embates eleitorais, de que aliados não se escolhe, mas adversário sim, diz muito sobre quem disputa uma corrida para cargo Executivo, principalmente o de governador ou presidente da República. Embora a ida às urnas esteja relativamente distante, um dos assuntos mais comentados, além do impasse em que se encontra o País, é a disputa para governador nos Estados. Em Goiás, exceto o vice-governador Daniel Vilela (MDB), candidato natural da base de Ronaldo Caiado (União Brasil), dois nomes fazem movimentos na direção do Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano.

O ex-governador do Estado, Marconi Perillo (PSDB), se destaca como oposição ao atual grupo que está no poder, tanto que pesquisas recentes apontam seu nome em segundo lugar e, vindo mais atrás, o do senador e presidente do PL de Goiás, Wilder Morais. Ambos, até o momento, não contam com nenhum partido como aliado, mas acreditam que podem vencer a máquina caiadista. Por enquanto, Marconi Perillo é o único que faz oposição ao atual mandatário de turno.

Para observadores atentos, a estratégia de Marconi mirar suas críticas em Ronaldo Caiado, que não é candidato, pode travar sua intenção de votos em um teto, no máximo 30% do eleitorado. Para outros mais afinados com essa tática, neste momento, criticar a gestão Caiado para desgastá-lo junto à população para diminuir seu capital de votos é a mais correta. Acrescentam que, sem grande estrutura, contar só com seu legado, comparar o que fez e o que foi realizado por Caiado é a melhor alternativa. Outro ponto é que, quanto mais ‘bate’ em Caiado, a rejeição ao nome de Marconi para governador recua.

Wilder deve focar em Daniel

Ao contrário de Marconi, que optou por desgastar primeiro a gestão de Caiado e só depois fazer contraponto a Daniel, o senador Wilder Morais cozinha em fogo brando criticas a Daniel. Ele estabeleceu junto aos seus estrategistas eleitorais a tática de “mimetizar o ambiente e só depois pontuar críticas”, mas o foco será em Daniel Vilela. Embora ninguém do seu entorno emita qualquer opinião, a leitura de seu comportamento sugere que só depois de resolvida a situação nacional do PL, se terá candidato próprio ou se apoia outro do campo da direita e centro-direita, Wilder sairá em campo aberto na corrida para governador. A conferir.

Ferramenta digital

Tanto para Marconi Perillo quanto Wilder Morais, a estratégia neste primeiro estágio, de sondagem do cidadão-eleitor, o investimento de imagem será por meio de plataformas digitais, principalmente em vídeos curtos. No caso de Marconi, as críticas serão ao governo de Caiado para atrair o eleitorado mais de centro-direita. Por sua vez, Wilder intensifica o foco em seu trabalho junto às bases e no Senado.

Prado pede fim da taxa

Mais uma vez, a oposição questiona a taxa do Fundo de Infraestrutura (Fundeinfra), instituída a partir da cobrança do setor produtivo. Tramita na Alego projeto de lei do deputado Delegado Eduardo Prado (PL) que prevê o fim da cobrança. O projeto está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aguarda resposta da Secretaria de Economia sobre o impacto financeiro.

Região bolsonarista

A última pesquisa Genial/Quaest chama a atenção dos candidatos a cargos majoritários em 2026. A maioria dos defensores da candidatura a presidente da República de Jair Bolsonaro (inelegível) é do Centro–Oeste. Dos 51% que dizem para ele não concorrer e 46% contra no País, na região, 52% querem Bolsonaro candidato, contra 45% não.

Agressão à dignidade

Tramita na Câmara de Vereadores de Aparecida projeto de lei do vereador Dieyme Vasconcelos (PL) que veda a nomeação em cargos comissionados na prefeitura pessoas que tenham sido condenadas, com trânsito em julgado, por crimes contra a dignidade sexual, quando praticados contra crianças ou adolescentes.

Semana tensa – Os debates no Congresso serão tensos e intensos devido à queda de braço entre esquerda e direita. Para piorar, ninguém tem noção do que pode acontecer depois da passagem de Lula nos EUA. Trump não vai ceder, pois seria uma capitulação aos seus planos para o Brasil.

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