Estratégias dos postulantes a vice de Daniel para serem escolhidos
A vaga de vice na chapa de Daniel Vilela (MDB) é hoje um dos cargos mais cobiçados da política goiana. Afinal, caso seja reeleito, o emedebista deverá deixar o governo em 2030, possivelmente para disputar o Senado. Quem estiver na vice assume o governo e vira candidato natural à reeleição. No momento, quatro nomes disputam a vaga: Adriano Rocha Lima (PSD), Gustavo Mendanha (PRD), José Mário Schreiner (PSD) e Luiz Carlos do Carmo (PSD). Fala-se em Bruno Peixoto (União Brasil), mas a essa altura dos acontecimentos, seria ruim para Daniel Vilela, pois os outros concorrentes se sentiriam enganados.
No entanto, Luiz do Carmo saiu na frente. Articulou o apoio do bispo Samuel Ferreira, presidente executivo da Convenção Nacional das Assembleias de Deus, Ministério Madureira, à pré-candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência. O ex-governador terá papel fundamental na escolha do vice de Daniel. Luiz também conta com o apoio do ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale (PSD), maior liderança política do Sudoeste goiano, e do senador Vanderlan Cardoso (PSD).
Em seguida, Gustavo Mendanha (PRD) iniciou suas movimentações. Na reta final da janela partidária, trocou o PSD pela federação PRD/Solidariedade. Enquanto no antigo partido era apenas mais um, na nova casa chegou sentado na janela e assumindo controle. Logo depois, foi a vez de Adriano Rocha Lima (PSD) entrar em campo. Homem de confiança de Ronaldo Caiado, representa continuidade administrativa. Sua eventual escolha refletiria o peso político do ex-governador na futura gestão.
Nesta semana, Zé Mário (PSD) também entrou no centro do tabuleiro. Já recebeu o apoio de Gracinha Caiado (União Brasil), principal pré-candidata da base ao Senado, e deve reunir, na próxima terça-feira (28), em um restaurante de Goiânia, o apoio de 60 a 80 prefeitos. Seu nome é visto como tentativa de atrair parte do agro que ainda segue alinhada ao bolsonarismo. No fim, a escolha não será apenas por afinidade. Passará por cálculo. Entre igreja e agro, densidade eleitoral e experiência administrativa, Daniel terá que responder a uma pergunta simples: quem soma mais sem tirar de ninguém?
Paula Belmonte no jogo
A presidente do PSDB do DF e pré-candidata a governadora, deputada distrital Paula Belmonte, reuniu lideranças e pré-candidatos da legenda neste sábado (25), em Brasília. O encontro teve dois objetivos: fortalecer o partido e apresentar o manifesto de apoio à pré-candidatura de Ciro Gomes a presidente da República. Após a leitura, o documento foi encaminhado ao deputado federal Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, ao ex-governador Marconi Perillo, presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), que participou por meio de vídeo.
Cinzas do PDT
“Implodido” após a saída de Flávia e George Morais, o PDT em Goiás tenta se reorganizar. Lideranças da sigla devem se reunir nos próximos dias para discutir os rumos do partido. Nos bastidores, o prefeito de Quirinópolis, Anderson de Paula, é cotado para assumir o comando estadual.
Marconi atento
Enquanto isso, na oposição, Marconi Perillo (PSDB) intensificou as articulações para atrair o apoio do PDT em Goiás. O objetivo é ampliar o tempo de televisão e o acesso ao fundo eleitoral, aproveitando o momento de reconstrução da legenda no estado.
Um contra todos
Em Rubiataba, o vereador Weder [Pisca] Pessoa (PSB), foi o único a votar contra o projeto que aumenta a gratificação das excelências em 30%. Diante da repercussão negativa motivada pela fala do vereador Weber, o presidente da Câmara recuou e pediu ao prefeito, Padre Weber (PSD) o veto da medida. Venceu a coerência com apoio da população.
Na balança — A escolha de vice de Celina Leão (PP) na disputa para o Governo do Distrito Federal pode sofrer mudanças. É que, o ex-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha (REP), indicado por Ibaneis Rocha para a vaga, pode ser trocado por um dos 12 partidos aliados de Celina.