Evangélicos podem indicar vice de Daniel em apoio nacional a Caiado
A especulação foi disseminada entre os apoiadores do ex-senador Luiz do Carmo
As presenças do pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (PSD), e do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), na 51ª edição da Convenção Nacional das Assembleias de Deus – Ministério de Madureira (Conamad), no dia 16 de abril, pode ter ampliado a possibilidade dos evangélicos indicarem a vice de Daniel. A especulação foi disseminada entre os apoiadores do ex-senador Luiz do Carmo (PSD), irmão de uma das lideranças mais influentes do segmento Assembleia de Deus, Oídes José do Carmo. Por conta desse capital político, a indicação na vice de Daniel teria como compensação o apoio nacional dos assembleianos ao projeto presidencial de Ronaldo Caiado.
Esse seria o abre alas para Caiado na maioria dos templos ligados à Assembleia de Deus e em outros ramos neopentecostais do País. A análise é que Caiado tem seu DNA político originário do agronegócio desde os tempos da União Democrática Ruralista (UDR). Assim, suas andanças pelo País acrescentariam um considerável capital de votos junto ao segmento evangélico. Embora parte desse grupo seja disputado também por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a vantagem do goiano seria ampliada pelo apoio da Assembleia de Deus.
Caso essa tese ganhe fôlego, a cotação do ex-presidente da Faeg, José Mário Schreiner, e de Adriano Rocha Lima, os dois do PSD e ligados a Caiado, perde força. Nesse rol de possíveis vices, ainda tem o ex-prefeito da Aparecida, Gustavo Mendanha (PRD), e o deputado estadual pelo Entorno do DF, Wilde Cambão. Todos têm algum “senão” que dificulta a escolha. Luiz do Carmo, segundo analistas, representa uma ‘bolha’ evangélica, segmento dividido, mas com predominância bolsonarista. José Mário sofre resistência do grupo de Rio Verde, liderado por Paulo do Vale. Wilde Cambão nunca se manifestou sobre o assunto e está focado na reeleição. Adriano e Mendanha são vistos como “zebra” se um deles for escolhido.
Chapa ‘puro sangue’ no PSD?
Na tentativa de unificar o PSD em torno de sua pré-candidatura presidencial, Ronaldo Caiado passou a defender o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, como vice: “Seria perfeito, completo em tudo. Maior articulador. Pode ter certeza, isso daí fecharia com chave de ouro”. O problema nessa equação seria convencer os governadores do partido que apoiam Lula, como Raquel Lyra (Pernambuco), Mateus Simões (MG), que apoia Romeu Zema para presidente da República, entre outros. Caiado tem tido dificuldades para reunir o apoio de lideranças do partido.
Anselmo prefeito
Anselmo Pereira (MDB) vai assumir interinamente a Prefeitura de Goiânia durante viagens internacionais de Sandro Mabel (União Brasil). Na linha sucessória, a vice-prefeita e o presidente da Câmara não assumem por serem pré-candidatos. Como 1º vice da Câmara, o vereador-decano assume.
Procura-se um vice
O PL encomendou pesquisas quantitativas e qualitativas para testar nomes para a vice de Flávio Bolsonaro. A ideia é medir quem agrega mais votos e ajuda a reduzir a rejeição. Serão testados Romeu Zema (Novo), Tereza Cristina (PP-MS), Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE).
Reverso do pai
Na avaliação de caciques do PL, a pesquisa ajudará Flávio a não repetir o “erro” de Bolsonaro, que escolheu Braga Netto como vice em 2022 com o argumento de que ele seria um escudo anti-impeachment. No entanto, a avaliação é de que o militar não agregou votos à chapa presidencial.
‘Escravos’ de toga – Depois que a desembargadora do TJ do Pará, Eva do Amaral Coelho, disse que, sem os penduricalhos, os magistrados caminham para um “regime de escravidão” com salários acima de R$ 50 mil, o que sobra aos mortais comuns?