sábado, 15 de agosto de 2026

Favoritismo de Gracinha para o Senado tende a perder tração

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em
Favoritismo de Gracinha para o Senado tende a perder tração
Ilustração: Takeshi Gondo

Na pré-campanha, Gracinha largou na frente, tendo como abre alas eleitoral o programa Goiás Social

 

Uma das últimas pesquisas Genial/Quaest apontou que 44% dos goianos se declaram de direita, não que isso seja novidade. Quem conhece a história de Goiás sabe que o Estado sempre foi terreno fértil para a direita. Com raízes agrárias, nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Marconi Perillo (PSDB) prosperaram, enquanto o PT e seus partidos satélites nunca chegaram a eleger um governador. E mesmo após o surgimento de grandes centros urbanos, a direita continua forte. Não à toa os principais nomes na corrida pelo Palácio das Esmeraldas, Daniel Vilela (MDB), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL), são desse espectro político.

Na disputa pelo Senado Federal, o cenário não é diferente. Gracinha Caiado (União Brasil), Vanderlan Cardoso (PSD), Zacharias Calil (MDB), Gustavo Mendanha (PRD), Gustavo Gayer (PL) e Ernesto Roller (PSDB), todos de direita, em disputa pelo mesmo eleitor. Na pré-campanha, Gracinha largou na frente, tendo como abre alas eleitoral o programa Goiás Social. Além desse ativo de votos, quase 200 prefeitos prometem somar força com ela. Outro aliado de peso é seu marido e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que deixou o cargo com mais de 80% de aprovação. Receita esta que garantiria a vitória há 30 anos, mas hoje nem tanto, isto porque são cinco candidatos experientes na luta pelo segundo voto. A tendência então é desidratar quem está na liderança. No caso, Gracinha Caiado.

Com as redes sociais, o eleitor tem buscado cada vez mais posicionamento, algo que, até aqui, falta na campanha da ex-primeira-dama e sobra nas de Mendanha, Gayer e Roller. Cada um no seu estilo, mas com algo em comum: se posicionaram sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), tema que, segundo pesquisa Genial/Quaest, vai orientar o voto de 66% dos eleitores. O resultado é que o favoritismo de Gracinha encolheu. Improvável, mas não mais impossível, que tenha o mesmo destino de Iris Rezende (MDB), derrotado em 2002 pelo estreante Demóstenes Torres (PFL) justamente por falta de posição, o que, por ora, não parece incomodar a candidata.

Celina sem festa
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e aliados optaram por não fazer festa de lançamento da campanha. Um dos motivos, segundo apurado pela coluna, é que ainda não foi liberado o CNPJ da campanha. Entretanto, a estratégia é percorrer as principais cidades administrativas onde haverá concentrações nos escritórios políticos.

Marconi na estrada
Nem no dia do lançamento oficial da campanha para o Governo de Goiás Marconi Perillo (PSDB) suspende sua agenda de encontros políticos e visitas. Neste domingo (16), às 9h, em Rio Verde, participa de culto de ação de graças pelo aniversário do pastor Wellington Rocha. Às 11h30, vai ao Clube da Terceira Idade de Rio Verde para a ‘Queima do Alho’. E, às 19h, em Goianésia, vai participar da abertura oficial da campanha eleitoral do PSDB.

Wilder em Taquaral
Antes de participar da abertura oficial da campanha de Gustavo Gayer (PL), na Praça Tamandaré, às 9h, em Goiânia, o candidato a governador de Goiás pelo PL, senador Wilder Morais, participa de missa de ação de graças em sua “querida Taquaral”, onde nasceu e tem suas raízes. Logo em seguida vem para o evento de Gayer.

Mendanha e Roller
As campanhas ao Senado de Gustavo Mendanha (PRD) e Ernesto Roller (PSDB) ganharam reforço nesta sexta-feira (14). Mendanha recebeu o apoio de Humberto Teófilo (Novo), enquanto Roller foi endossado pelos ex-deputados Roberto Balestra (PP) e Josias Gonzaga Cardoso (MDB).

Apoio tucano
A possibilidade de Marconi Perillo (PSDB) apoiar Renan Santos (Missão) animou lideranças do partido em Goiás. No entanto, a maioria do ninho tucano marconista prefere apoio a Flávio Bolsonaro (PL), com uma minoria, mais cautelosa, que defende ficar de fora da polarização, postura que também é um jeito elegante de não se comprometer com ninguém, desde que o caminho leve mais facilmente ao Palácio das Esmeraldas.

Centrão com Lula – A decisão de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) de destravar a PEC da Segurança e o fim da escala 6×1 na véspera do início da campanha eleitoral confirma a fala de Gilberto Kassab (PSD): “O Centrão está com Lula (PT)”.

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