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sábado, 3 de janeiro de 2026
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Federação pode ser escapatória para partidos que vão sumir 

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 3 de janeiro de 2026
Federação
Foto: Marcelo Camargo/ABr

O fim das coligações proporcionais obrigou os partidos políticos a alguns exercícios simples, como o de filiar quadros com aspirações eleitorais. Atualmente, a sigla tem de se virar para eleger vereador e deputado. A única escapatória é a federação, quando as agremiações se reúnem numa disputa. A federação, na prática, é quase como a coligação, com a exigência de durar quatro anos.

Neste 2026, quem quiser sobreviver tem de sair das urnas com no mínimo 13 deputados federais. Caso contrário, precisam de 2,5% dos votos válidos à Câmara dos Deputados e 1,5% em nove Estados. 

Para dar ideia da dificuldade, o Novo tem o governador reeleito do 2° Estado mais populoso do País (Romeu Zema/MG) e corre o risco de extinção. O PSDB do ex-governador Marconi Perillo tentou se unir a seus inimigos (em Goiás) PSB e MDB. Deu em nada.

Por isso, os líderes nacionais deram metas ambiciosas aos dirigentes regionais: querem deputados federais. De qualquer jeito. Se virem nos 30 (ou nos 13). Em 2022, o PSDB quase fez um senador (Marconi) e só elegeu uma federal (Lêda Borges). O MDB do vice-governador Daniel Vilela ficou com somente dois (Célio Silveira e Marussa Boldrin). A esquerda se contentou com três, contados PT (Adriana Accorsi e Rubens Otoni) e PDT (Flávia Morais).

Diversos partidos estão tentando se juntar, mas o Tribunal Superior Eleitoral não tem registrada até agora nem a maior de todas as federações, a que uniria (ou já uniu, não se sabe) União Brasil e PP.

A estratégia dos partidos é de vida ou morte. Se não cumprirem as cláusulas, perderão os Fundões Eleitoral e Partidário neste ano. Para 2030, fica ainda pior: 15 deputados e 3% dos votos gerais.

É uma boa maneira de acabar com as siglas de aluguel.

 

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