terça-feira, 24 de março de 2026

Festival de música, inclusive gospel, é forma de manter sucesso do GP

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 24 de março de 2026
2 nota MotoGP Foto Cristiano Borges e Hegon Correia
Foto_ Cristiano Borges e Hegon Correia

Alguns eventos marcaram Goiânia, como a vinda de João Paulo II, o show de Paul McCartney, as Copas América com Maradona e Messi, os GPs de moto de Mamola e Marc Márquez, a visita de Pablo Neruda, JK sentado na varanda do Hotel Bandeirante, Margot Fonteyn na ponta dos pés no Teatro Goiânia. Além do fato de terem sido maravilhosos, esses acontecimentos dispõem de outra característica em comum, a solidão. Foram sucedidos por exatamente nada. A exceção pode vir se o MotoGP for sucedido por um calendário de atrações.

Com o que senadores e deputados estaduais e federais torram em showzecos de quinta categoria pelo interiorzão brabo, daria para fazer eventos inesquecíveis na Grande Goiânia, no Entorno de Brasília, no Sudoeste e demais regiões do Estado. Mas só levam a alegria baseada na tristeza que é rasgar dinheiro para ter apoio de prefeito. Nas temporadas do 

Araguaia, em julho, cada show é pior que o próximo e o anterior. Nos rodeios e outros rolês agropecuários, mesmo roteiro. Que tal um Lollapalooza no Estádio Serra Dourada? Um big festival gospel em Águas Lindas? Tornar a TecnoShow Comigo realmente internacional?

Falta cosmopolitismo para as autoridades e os empresários – e aqui a referência não é para os agentes dos artistas, mas aos donos de grandes conglomerados, já que Goiás é um lugar de ricos cafonas, que vão aos Estados Unidos e não visitam um museu sequer, nunca ouviram uma ópera e se orgulham de ser ignorantes. Caberá ao próximo governador escolher para a Cultura alguém com mente de empreendedor, não manter a tradição de nomear jeca-tatu.(Especial para O HOJE)

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