“Fique comigo” expõe as pressões sobre casamento e maternidade
Em “Fique comigo”, romance de estreia de Ayòbámi Adébáyò, o casamento de Yejide e Akin começa a ruir quando a ausência de filhos passa a ser tratada pela família como um problema que exige solução. Depois de quatro anos de tentativas, consultas médicas, curandeiros e tratamentos diversos, Yejide vê a pressão aumentar quando parentes do marido chegam à sua casa acompanhados de uma jovem apresentada como segunda esposa de Akin.
A partir desse conflito, o livro alterna os pontos de vista do casal e acompanha as consequências de expectativas familiares, segredos e decisões tomadas para preservar uma relação já marcada pelo desgaste. Ambientada na Nigéria dos anos 1980, a narrativa também incorpora as tensões políticas e sociais do período sem deslocar o foco da vida íntima dos personagens.
Traduzido por Marina Vargas, o romance confronta maternidade, poligamia, desejo, culpa e pertencimento sem reduzir os personagens a posições fixas. Finalista do Baileys Women’s Prize for Fiction, “Fique comigo” transforma a história de um casamento em investigação sobre o peso das convenções familiares e sobre até onde alguém pode ir para manter aquilo que acredita estar perdendo.
A autora
Ayòbámi Adébáyò nasceu em Lagos, na Nigéria. Seu romance de estreia, Fique Comigo, foi indicado a prêmios como Baileys Prize for Women’s Fiction, Wellcome Book Prize e Internacional Dylan Thomas Prize. Foi traduzido para vinte idiomas, e considerado um dos melhores do ano pelo New York Times, Guardian, entre outros. Adébáyò se graduou e fez mestrado em Literatura Anglófona na Universidade Obafemi Awolowo, em Ifé, na Nigéria, além de ter mestrado em Escrita Criativa pela Universidade de East Anglia, no Reino Unido. A herança dos bem-aventurados é seu segundo romance, igualmente aclamado pela crítica. Ela é casada com o também autor Emmanuel Iduma.
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