quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Flávio ou Lula, o País vai continuar dividido

Wilson Silvestrepor em
Flávio ou Lula, o País vai continuar dividido
Não importa se for Lula (PT) o vencedor ou Flávio Bolsonaro (PL), a vida do cidadão comum vai virar um inferno, principalmente no trânsito - Ilustração: Takeshi Gondo

Se alguém tinha alguma esperança que os brasileiros voltariam a se reencontrar após o resultado do segundo turno, pode esquecer. Não importa se for Lula (PT) o vencedor ou Flávio Bolsonaro (PL), a vida do cidadão comum vai virar um inferno, principalmente no trânsito. Pelos ensaios dos estudantes capturados pela pedagogia da esquerda nos últimos dias, caso Lula saia derrotado, esses filhos da classe média vão infernizar a população. Nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, mesmo com todas as conquistas econômicas e sociais, dia sim e outro também, sempre tinha uma meia dúzia deles ou sindicalistas impedindo o cidadão de exercer seu direito de ir e vir.

A polarização inaugurada pelo lulopetismo a partir da eleição de Jair Bolsonaro (PL) em 2018 serve como ponto de referência do que pode ocorrer. Se o vitorioso for Lula, o embate será travado no Congresso de maioria conservadora e de direita. Esse acirramento será no campo institucional, onde o PT tem o controle e a força do STF. Se Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin não forem contidos, o País pode ser rasgado ao meio. E aí só Deus sabe o que vem depois.

A história registra que nem os tucanos, tratados como “moderados” perto do bolsonarismo, escaparam da sanha petista. Em 2012, Randolfe Rodrigues (na época Rede Sustentabilidade) publicou nas redes sociais que o então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (na época PSDB), hoje vice-presidente de Lula, poderia “adotar a suástica como símbolo”. Dez anos depois, o mesmo Alckmin estaria na chapa que conteve o bolsonarismo que o “nós contra eles” ajudou a alimentar. Neste domingo (25), os brasileiros voltam às urnas com um ressentimento semeado nas últimas décadas que, se as pesquisas estiverem certas e nada mudar, levará o petismo a ser derrotado justamente pelo “eles” que ajudou a criar.

Daniel agradece aos deputados
No almoço nesta terça-feira (20) com deputados eleitos, o governador Daniel Vilela (MDB) agradeceu o empenho de todos à sua vitória no primeiro turno. Daniel também sinalizou aos que perderam a reeleição que não ficarão na chuva. Havia a expectativa que o governador abordasse o assunto da disputa pelo comando da Mesa Diretora da Alego ou a reforma do secretariado. Nenhuma das excelências presentes conseguiu qualquer buchicho sobre esses dois assuntos.

Ué, mudou?
Ainda sobre o “nós contra eles”, José de Abreu, que distribuiu “adjetivos generosos” ao MBL ao longo dos últimos anos, entre eles “fascista”, resolveu nesta terça-feira (20) pedir apoio a Renan Santos (Missão) contra Flávio Bolsonaro (PL). A militância do ex-candidato não perdoou a ousadia e recebeu o ator com a mesma cordialidade de sempre, nenhuma.

Celina na ofensiva
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), se cerca de precauções contra fake news, panfletos apócrifos que podem confundir o cidadão-eleitor. Um dos mais emblemáticos ocorreu no primeiro turno, quando espalharam que seu número era 22 e não 11. Ela perdeu 26 mil votos com esse crime, por isso, acionou a Justiça para uma fiscalização mais rigorosa.

‘Desunidos do Entorno’
Em política, não basta ter votos e conquistar vitória eleitoral se não tiver grupo forte, liderança e capacidade para costurar alianças. Esses conceitos macros são essenciais para se pleitear mais poder junto ao governo de turno, no caso de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Esse é o desafio que a região do Entorno de Brasília tem pela frente, caso queira ter assento próximo à cabeceira da mesa de Daniel. ‘Desunidos’ como são, cada um olhando para o próprio umbigo, dificilmente vão fazer parte do primeiro time do governo goiano.

Escolha difícil
Por mais esforço que Daniel Vilela faça e reconheça a importância política do Entorno, ele não tem como ‘pinçar’ alguém dos 22 municípios da Ride, se não houver um consenso dos demais. No entanto, os 10 municípios do Entorno que fazem fronteira com o DF elegeram seis deputados estaduais. Dois por Luziânia, dois de Águas Lindas, um de Santo Antônio do Descoberto e a primeira-dama de Novo Gama, Joscilene do Mangão.

Unidos por Flávio – O senador Wilder Morais (PL) reuniu em sua fazenda, no município de Nerópolis, a elite da música sertaneja para gravar peças publicitárias e vídeos em apoio à candidatura a presidente da República, senador Flávio Bolsonaro (PL).

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