Flávio quer recriar ministério com que espera atrair Caiado
Michel Temer criou o Ministério da Segurança, que seu sucessor Jair Bolsonaro, para reduzir gastos, reacoplou ao da Justiça.
Na campanha de 2022, Lula (PT) prometeu separá-las novamente, mas entraram juntas neste último ano de mandato e agora o filho de Jair que quer o antigo cargo do pai, Flávio Bolsonaro (PL), anuncia que vai dividi-las. O que a segurança precisa é de prioridade, principalmente a financeira, não de ser nome de pasta. Assim como Lula chamou para sua equipe a ex-concorrente Simone Tebet, pode ser que Flávio esteja de olho no grande nome do combate à criminalidade nacional, o do governador Ronaldo Caiado.
O plano A de Caiado é manter a candidatura à presidência, alega não ter sequer perfil para vice (do próprio Flávio, por exemplo) nem quer voltar ao Senado. Mas o espanhol Ortega y Gasset garante que um homem é ele mesmo e suas circunstâncias. Se as circunstâncias, essas indesejadas da gente, mantiverem o goiano fora do Palácio do Planalto, poderá servir ao País num superministério antiviolência que fustigue as causas, como fez no Estado ao unir social e policial.
Não seria novidade para o goiano, já que a paz nas ruas, e até na zona rural, vem da política pública segundo a qual “o bandido muda de profissão ou muda de Estado”. Em 2014, já eleito senador, Caiado foi convencido por Iris Rezende a aparecer, no 2º turno, se anunciando como secretário de Segurança. Escapou da latada porque Iris perdeu. Agora, com status de ministro e se Flávio destinar os recursos necessários, será ótimo para o Brasil ter alguém linha-dura apontando para as máfias. (Especial para O HOJE)