Fornecedor de fora vai entrar contra goianos na campanha
Os candidatos mais organizados política e financeiramente compraram em 2025 os materiais básicos de campanha, sobretudo plástico para bandeirolas e adesivos, lona para sitru e papel para os materiais de rua. Na área digital, contrataram e treinaram quem vai colher imagem, editar, postar, monetizar. Graças a essas providências, a corrida deve ficar mais barata. Em socorro à queda de preço está um limão transformado em limonada suíça, a crise econômica.
Marqueteiros, coitados, cobravam X e agora dão desconto superior a 50%. Queriam emplacar produtoras e os políticos oferecem-lhes no máximo um extra como aluguel de equipamentos. As gráficas goianas vão encarar as predatórias empresas de Brasília, Uberlândia, Ribeirão Preto e São Paulo capital. O pessoal de fora seria um tormento a mais, pois as margens já são mínimas, à exceção do caixa 2, em que os valores em dinheiro vivo são proporcionais aos riscos.
Para compensar, os fornecedores careiros se valem de candidatos afoitos e aflitos, os vilões que inflacionam a coisa toda. Ótimo para os comerciantes, que vão desovar as mercadorias importadas da China com antecedência e ainda encalhadas, pois nenhum partido reservou a quantidade que os vendedores imaginavam.
Mas nenhum setor baixou tanto de prestígio quanto o de treinamento e contratação de cabos eleitorais. Por outro lado, o de influencers permanece em alta, a maioria 171. Tudo para convencer o eleitor, que na maioria das vezes rejeita tudo isso e só quer paz. (Especial para O HOJE)