segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Freio no bolso

Leandro Mazzinipor em

Capital do maior PIB per capita do país e meca do mercado imobiliário nacional, Brasília tornou-se um termômetro de como está o setor da casa própria — e hoje há um claro freio no segmento.

Com a Selic em 13,75% e os bancos dificultando empréstimos, parte da população parou de comprar, enquanto outra passou a adotar um “teto” menor para o investimento.

Pesquisa Loft/Offerwise mostra que 50% dos moradores de Brasília que pretendem comprar um imóvel nos próximos 12 meses planejam gastar entre R$ 351 mil e R$ 800 mil, faixa desejada também por 71% dos vendedores.

O mercado está tão parado que a Coluna descobriu três situações: uma construtora tem quase R$ 600 milhões em imóveis travados para vender; outra passou a oferecer o pagamento dos custos de ITBI e registro do imóvel; e uma terceira, de alto padrão, oferece um carro elétrico zero-quilômetro na garagem para quem adquirir o apartamento.

O levantamento da Loft/Offerwise também aponta que 75% dos vendedores estão dispostos a conceder desconto, enquanto 63% aceitam reduzir até R$ 50 mil do valor do imóvel.

É só o Poder

No que conota desespero eleitoral pela sua reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mete no bolso do brasileiro a tentativa de se manter no Palácio.

O que se descobre é que o projeto é de Poder, não de Estado: o reajuste do Bolsa Família e a distribuição de “canetinha emagrecedora” no SUS, a duas semanas do pleito, vão custar perto de R$ 130 bilhões em despesas ao longo de quatro anos. Isso em um país que já tem déficit nas contas públicas.

Xerifão (ou não)

Xerifão judicial do Rio de Janeiro, o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) Ricardo Couto mostra a que veio no mandato-tampão de governador: reestruturou as contas e os contratos do Estado e cortou 1.800 comissionados políticos.

Curiosamente, porém, a folha salarial aumentou R$ 169 milhões durante a gestão.

Couto manteve subsídios para a poderosa Fetranspor e patrocínio milionário para projetos culturais de um grande grupo de mídia parceiro.

Do armazém

Com a dificuldade do país em armazenar suas safras, o governo finaliza proposta para reorganizar as regras dos Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros (CLIAs) e criar o A2, modelo de armazém alfandegado, com possibilidade de migração dos portos secos e CLIAs.

A advogada Marcela Bocayuva afirma que “estabelecer regras estáveis significa criar segurança jurídica e atrair investimentos”. A medida também pode melhorar a infraestrutura logística.

Pacto Global

O Pacto Global da ONU — Rede Brasil realizou a 5ª edição do SDGs in Brazil, em Nova York.

Reuniram-se mais de 200 empresários e autoridades para apresentar resultados nas áreas de clima, governança, anticorrupção e direitos humanos.

A quatro anos do prazo da Agenda 2030, a intenção é demonstrar a transição dos compromissos corporativos para dados reais e rastreáveis, posicionando a sustentabilidade como estratégia de resiliência.

Prêmio iCS

As inscrições para a 2ª edição do Prêmio iCS de Economia e Clima foram prorrogadas. Os interessados em participar têm até o dia 2 de outubro para se cadastrar.

Promovida pelo HUB do iCS e pela ANPEC, a iniciativa reconhece estudos que ampliem o conhecimento sobre os impactos econômicos das mudanças climáticas no país.

Os três melhores trabalhos receberão prêmios de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente.

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