Fuga de Flávio pode repetir efeito do suicídio de Vargas
As especulações são muitas; as verdades, idem; as mentiras, mais ainda
Era 1954 e Getúlio Vargas estava sitiado por imprensa, Congresso e Judiciário. Quando seus algozes achavam que ia se render, ele se suicidou, virou mártir e adiou por 10 anos o golpe que pretendiam dar. O cenário estava parecido para o senador Flávio Bolsonaro: no sábado à noite, TODAS as pesquisas confirmavam seu favoritismo; no domingo à noite, anunciou sua derrota. A vitória de Lula ressuscitou os mortos do 1º turno, principalmente os ministros do Supremo Tribunal Federal envolvidos com Daniel Vorcaro, do Banco Master. Alexandre de Moraes logo mostrou as unhas, que cravou em Flávio ao exigir seus passaportes.
Todos os aliados de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, diziam-lhe que se voltasse dos Estados Unidos para o Brasil, em 2023, acabaria condenado por Moraes. Está preso até hoje. Para evitar que o homem que dia 24 de outubro era já aclamado presidente entrasse novembro atrás das grades, foi acolhido pela equipe de Donald Trump e está em asilo norte-americano. As especulações são muitas; as verdades, idem; as mentiras, mais ainda. Flávio pode repetir o efeito Vargas, só que vivo, e a população reconhecer que não lhe restava saída. No entanto, a máquina do governo federal deve jogar pesado para ocorrer o oposto, ele ser tido como um covarde que fugiu.
Enquanto isso, ninguém mais fala em Vorcaro, contrato da mulher de Moraes, resort de Dias Toffoli, Lulinha na Espanha com mesada de R$ 300 mil, delação de Roberta Luchsinger, Careca do INSS, 80 e tantos milhões de endividados, R$ 400 bilhões para virar a eleição… (Especial para O HOJE)
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