Gayer se aproxima de Daniel de olho no governo em 2030
Com Jair Bolsonaro preso e Flávio Bolsonaro autoexilado nos EUA, dois líderes importantes do PL, a legenda fica órfã de quem sempre soube organizar vaidades em fila única. Sem uma liderança nacional capaz de amarrar interesses tão difusos quanto os egos da maioria dos nossos políticos, o PL corre o risco de virar uma versão digital do analógico MDB, que nunca foi um partido, mas uma federação composta por caciques regionais, como Oscar Passos no Acre, José Sarney no Maranhão, Pedro Simon no Rio Grande do Sul, Iris Rezende em Goiás, dentre outros.
Cada um deles com interesses locais próprios, que trabalham sob diferentes lógicas político-eleitorais. Não à toa, o MDB, mesmo tendo sido por décadas o maior partido do Brasil, nunca emplacou um projeto presidencial com sucesso. Na ausência dos Bolsonaro, restam ao PL cacicados menores, como Jorginho Mello em Santa Catarina, Luciano Zucco no Rio Grande do Sul, Nikolas Ferreira em Minas Gerais, Lucas Pavanato em São Paulo, dentre outros. Todos com luz própria, mas como fogo em vela, ilumina, mas sem incendiar tudo ao redor.
Em Goiás, obviamente, não seria diferente, com Gustavo Gayer e Wilder Morais, que disputam o comando do PL. Gayer luta para controlar o PL e aliar a legenda ao governo de Daniel Vilela. Por que Gayer manobra nessa direção? Simples. Em 2030, Daniel não pode disputar o governo e deve buscar a única vaga de senador, portanto, bateria de frente com Wilder, caso o comando do PL seja transferido para Gayer. Essa é a razão pela qual o bolsonarista raiz Gayer quer tanto controlar o PL em Goiás. Só assim ele conseguirá se vender como líder da direita e tentar a conquista do Palácio das Esmeraldas em 2030.
Tarcísio sobe de cotação
Nesse vácuo de liderança nacional deixado pela família Bolsonaro, o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP), sobe de cotação para liderar a direita. Além de ser “um político nacional” devido à importância econômica de São Paulo, Tarcísio é aglutinador e moderado. Em Goiás, o senador Wilder Morais teria um forte padrinho político, já que ele é amigo de Tarcísio há muito tempo.
Fazendo contas
Segundo apurou a coluna, a oposição a Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) já soma 39 votos na disputa pela Presidência do Senado Federal, três a menos do que o necessário, distribuídos entre parlamentares do PL, Novo, PP, Republicanos e MDB.
Gracinha, a incógnita
Na bancada goiana, a posição de Gracinha Caiado (União Brasil) na disputa pela Presidência do Senado é uma grande incógnita. Apesar de ser correligionária de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), há na oposição quem aposte que, diante da urna, a senadora eleita vingará o marido, Ronaldo Caiado (PSD), que foi obrigado a deixar o União Brasil depois que sua pré-candidatura presidencial foi sabotada por Alcolumbre.
Poder de atração
Além de Gracinha Caiado, há quem acredite ser possível atrair outros três votos para a disputa pela Presidência do Senado: Arthur Lira (PP-AL), Marina JHC (PL-AL) e Plínio Valério (PSDB-AM). Nenhum é bolsonarista raiz, mas os três são, cada um a seu modo, opositores de aliados de Lula (PT), o que, na aritmética política, os coloca automaticamente na oposição a Davi Alcolumbre (União Brasil).
Brasília vazia
A partir desta sexta-feira (30), o Distrito Federal vai estar praticamente vazio por conta dos feriados. O expediente normal no GDF volta à normalidade na terça-feira (3). A governadora Celina Leão (PP) e alguns auxiliares também vão aproveitar a folga para descansar.
Polarização nos negócios – A polarização entre direita e esquerda chega às empresas e vira guerra ideológica. Empresários de direita bolsonarista fazem campanha para não contratar petistas. Do lado do PT, não contratar os de direita.
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.