sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Gestão bem avaliada de Celina ajuda a ampliar intenção de votos

Wilson Silvestrepor Wilson Silvestre em
Gestão bem avaliada de Celina ajuda a ampliar intenção de votos
Ilustração: Takeshi Gondo

A sequência de pesquisas divulgadas recentemente no Distrito Federal mostra a governadora Celina Leão (PP) em ascensão na intenção de votos para conquistar mais quatro anos à frente dos interesses dos cidadãos brasilienses. Embora a vantagem não seja superlativa, sinaliza que suas ações no campo administrativo caminham paralelamente em sintonia com a população. Esse é um indicador que influencia na intenção de votos, afinal, um governante mal avaliado dificilmente consegue formular discurso que o credencie a disputar um segundo mandato.

Todas as pesquisas, umas com mais gordura, outras com menos, mostram a mesma foto: Celina chega no segundo turno na liderança de votos. O adversário mais provável dela no segundo turno? Tudo indica que será José Roberto Arruda (PSD), que carrega o recall de quem já foi inquilino do Palácio do Buriti. O problema é que Arruda tem um teto, e que já bateu no teto. A esquerda, por sua vez, teria fôlego para ultrapassá-lo se Leandro Grass (PT) e Ricardo Cappelli (PSB) andassem juntos, afinal, não é pouca coisa o grupo político por trás dos dois.

As pessoas esquecem, mas o Distrito Federal tem histórico de esquerda relevante e já elegeu três governadores: Cristovam Buarque (PSB), Agnelo Queiroz (PT) e Rodrigo Rollemberg (PSB). Só que, sem acordo entre eles, os votos ficam divididos, o que levaria Arruda para o segundo turno contra Celina. Isso, claro, se Arruda não desidratar pelo caminho devido ao enrosco no STF. Atento à pendenga jurídica, mas fixado na pré-campanha a governador, Arruda escolheu para ser seu vice o empresário Luiz Pitiman (PSD), seu ex-secretário.

Arruda ‘ciscou’ o Avante para trás
Existe uma máxima entre os políticos: só galinha cisca para trás. Quem precisa de aliados cisca para dentro, ou seja, agasalha sob as asas todos que vierem. Imagine então o caso de José Roberto Arruda, que só tem o PSD e o Avante na campanha para o Governo do Distrito Federal. Arruda fez o que nenhum candidato faria: ignorou o pleito do Avante, que reivindicava a vaga de vice. Arruda indicou seu ex-secretário e aliado, o empresário Luiz Pitiman (PSD) para a vaga de vice.

Relação trincou
A reunião entre José Roberto Arruda, o presidente do PSD regional, Paulo Octavio, Luiz Pitiman e Gim Argello (Avante) acabou em um bate boca e acusação de “traidor” colocada em Arruda. É notório que, desde quando Arruda ainda estava no PL, que Gim ajudava o ex-governador a viabilizar seu projeto político, não só com articulações junto a empresários e agentes políticos, bem como ajuda financeira. No entanto, nada disso teve peso ou foi levado em conta. Mágoa política é um ativo que o tempo demora para dissipar.

Ameaça debandar
A coluna apurou que o presidente nacional do Avante, Luís Tibé, resiste em abandonar o barco de José Roberto Arruda, mas essa atitude pode prejudicar a nominata de deputados federais no DF. A maioria dos candidatos está alinhada com Gim Argello e pefere migrar para outras candidaturas. Tibé está preocupado com essa possibilidade. Isto porque o mais importante para os partidos não é eleger governador, mas deputados federais.

Debate na pauta
O primeiro confronto entre os candidatos ao Governo de Goiás está agendado para este domingo (9), às 20h, pela TV Sucesso/Band. Falta saber quem estará lá, pois uma coisa é certa: debates custam mais caro para o mandatário do que para o opositor, que não tem nada a perder e tudo a ganhar. Daniel Vilela, que lidera as pesquisas, deve ter avaliado o convite, principalmente depois desse enrosco na escolha de seu vice. Essa lógica, aliás, se repete na eleição presidencial, com Lula (PT) provavelmente ausente dos debates, ao menos no primeiro turno, pois será o alvo principal dos demais candidatos.

Mudança de rumo – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade nesta quinta-feira (6), aplicar a Marco Buzzi a perda do cargo por acusações de assédio e importunação sexual. É a primeira vez que a Corte vira as costas para um dos seus com esse rigor.

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