Goiás precisa se unir em torno de Caiado, apesar das diferenças
Em 300 anos de História, 136 de República, 5 goianos tentaram chefiar o Estado brasileiro, 4 chegaram às urnas (Ronaldo Caiado em 1989 e Henrique Meirelles em 2018, além de Íris Araújo a vice de Orestes Quércia em 1994 e Kátia Abreu com Ciro Gomes em 2018) e um ficou na convenção (Iris Rezende, em 1989). Duas coisas em comum, todos perderam e nenhum foi abraçado pelos conterrâneos. Em geral, por pior que seja a votação no País, o sujeito vence em seu Estado, como Ciro no Ceará.
Parece ingratidão, mas é só falta de hábito. Em 1989, apesar de novo (39 anos de idade), Caiado já mobilizara os produtores rurais e atuara na Assembleia Constituinte para salvar a iniciativa privada, sobretudo o direito à propriedade. Mesmo assim, de seus 488.893 votos no Brasil (0,68%), apenas 78.065 (4,42%) foram em Goiás, onde, no ano seguinte, obteria 98.256 para deputado federal.
Em 2002, desconhecidíssimo, Meirelles tirou 183.046 para deputado federal; 16 anos depois, vinha de excelente trabalho no Banco Central e no Ministério da Fazenda, mas obteve somente 90.778 votos em Goiás para presidente em 2018 – no País, 1.288.950 ou 1,2%. No mesmo pleito, 10x melhor esteve a goianiense Kátia Abreu, então senadora pelo Tocantins, vice de Ciro Gomes: 13.344.371 votos ou 12,47% no Brasil e 8,6% em Goiás. Dona Iris conseguiu com Quércia somente 107.628 ou 6,2% dos votos em Goiás, e seu marido era bem avaliado governador à época.
A lição: se os goianos não se unirem, vão se arrepender de novamente envergonhar o Estado com a votação de um conterrâneo. Não importa o partido ou a ideologia, importa que os presidentes da República têm feito muito pouco por Goiás. Quem sabe o destino é Caiado fazer muito pelo Brasil… (Especial para O HOJE)