Goiás tem agro que dá orgulho. Ótimo. Faltam indústrias e tecnologia
O HOJE vem alertando para a falta de compromisso dos pré-candidatos com o desenvolvimento de Goiás, que parece ter parado no século XVIII, vivendo de cana-de-açúcar e mineração. A agropecuária é motivo de orgulho, uma maravilha. Mas não deixa de representar um atraso exportar produtos praticamente da forma como saem da terra. Isso remete aos tempos do Brasil Colônia, dos bandeirantes e da exploração primária das riquezas naturais.
Goiás precisa se orgulhar também de suas indústrias, que resistem graças ao empreendedorismo de seus proprietários, e não por conta da política cambial, das constantes mudanças tributárias ou de outras dificuldades impostas ao setor produtivo.
Um dos efeitos da ausência de investimentos consistentes em tecnologia foi a perda da juventude como público consumidor da produção local. As portarias de edifícios, dos mais luxuosos aos mais simples, estão repletas de encomendas compradas de fora do Estado e até do País. Isso ocorre por dois motivos: a política de atração de investimentos se contenta com atividades que pouco produzem valor agregado, e não se forma um mercado consumidor para aquilo que é produzido em Goiás.
O próximo governador, seja quem for, já foi alertado diversas vezes neste espaço: a população não tolera retrocessos. A era do PMDB ligado ao irismo foi marcada pela pavimentação de rodovias. A era Marconi foi a da regulamentação e da aproximação com a modernidade. Agora, é preciso entrar na era da tecnologia.
Qualquer caminho diferente desse dificilmente atenderá às expectativas da sociedade. A velha ideia do “nóis é jeca, mas é joia” ficou para trás. Era uma piada de outros tempos. Hoje, é tecnologia. Caso contrário, continuaremos — ou voltaremos — a ser motivo de piada.(Especial para O HOJE)
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