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quarta-feira, 4 de março de 2026

Governo crê em prefeitos, vices, vereadores e primeiras-damas

Nilson Gomespor Nilson Gomes em 4 de março de 2026
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Foto: André Saddi

Daqui a duas semanas, lideranças municipais ligadas ao governo vão fazer uma grande festa em Jaraguá, no Vale do São Patrício. São esperados até 200 prefeitos, 200 vices, 200 primeiras-damas e mil vereadores. A partir daí, esse exército estará de prontidão para iniciar a pré-campanha coletiva para reeleger Daniel Vilela (MDB). Por essas previsões otimistas, sobrariam 46 de cada para as oposições. Há casos em que essa estratégia funcionou e outros em que tudo ruiu.

Em 2018, não chegou a uma dúzia o grupo de prefeitos que apoiaram Ronaldo Caiado (agora no PSD), vencedor no 1º turno. O então governador, José Eliton (PSDB), contava com 200 prefeitos, 200 vices, 200 primeiras-damas e mil vereadores. Ficou em 3º lugar, atrás de Daniel. Portanto, não é a quantidade que decide, mas a condução. Iris Rezende tinha minoria em 1982 e Marconi dispunha de microminoria em 1998, o que junto com Caiado 2018 se deduz como funcionam as mudanças de eras da administração regional.

Quem decide se agora se encerra a fase é o eleitor, não a classe política. Caiado recebeu apoio firme de vereadores, para suprir a falta de prefeitos, na 1ª vitória para governador. A primeira-dama Gracinha Caiado trata, desde o início dos mandatos, muito bem suas colegas municipais. Desde 2019, houve mais agenda palaciana para as encarregadas de programas sociais do que a seus maridos. Foi um acerto, pois as mulheres não herdam o desgaste dos prefeitos – ao contrário de quando é prefeita, pois os cavalheiros têm de ficar longe do gabinete. A movimentação em Jaraguá, administrada pelo reeleito Paulo Vitor, presidente da Federação Goiana de Municípios, pode ser o marco que o governo tanto espera. Depois, precisa ter sabedoria para guiar os batalhões. (Especial para O HOJE)

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